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Governo adia votação do fim da escala 6x1 por falta de votos no Senado

Governo adia votação do fim da escala 6x1 por falta de votos no Senado

Base governista avaliava ter até 54 votos favoráveis, mas ausência de senadores levou à retirada da proposta da pauta

Por: Redação

03/09/2026 às 08:49

Imagem de Governo adia votação do fim da escala 6x1 por falta de votos no Senado

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

A base do governo no Senado decidiu retirar da pauta, nesta quarta-feira (2), a votação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A decisão ocorreu após os governistas concluírem que não havia segurança para alcançar os 49 votos necessários à aprovação da PEC em dois turnos.

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a base estimava reunir entre 53 e 54 votos favoráveis. O número, porém, não seria suficiente para garantir a aprovação diante do plenário esvaziado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), questionou os governistas sobre a possibilidade de alcançar o quórum necessário. Diante da avaliação de que não havia segurança para a votação, a proposta deixou de ser submetida ao plenário.

Randolfe atribuiu o esvaziamento a uma articulação da oposição e citou os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN). “Hoje, houve um movimento bem-sucedido da oposição”, afirmou. O petista também declarou que, na avaliação dele, os oposicionistas são contrários ao fim da escala 6x1.

 

PEC havia sido aprovada pela CCJ

Antes de ser retirada da pauta do plenário, a PEC 221/2019 havia sido aprovada simbolicamente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Dos 27 senadores presentes, quatro votaram contra: Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS), Jaime Bagattoli (PL-RO) e Rogério Marinho (PL-RN). A comissão também aprovou um calendário especial que permitiria acelerar a análise da proposta no Senado.

Para ser aprovada definitivamente no Senado, a PEC precisa obter pelo menos 49 votos favoráveis em dois turnos.

 

Texto prevê redução da jornada semanal

A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial, e reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

A mudança seria implementada de forma gradual, em um período de 14 meses. A votação no plenário, contudo, deverá ficar para depois do primeiro turno das eleições.

O próximo esforço concentrado do Congresso está previsto para a segunda semana de outubro.

 

Rogério Marinho apresenta alternativa

Contrário à PEC, Rogério Marinho apresentou uma proposta alternativa que mantém a escala 6x1 e o limite de 44 horas semanais.

O texto prevê que trabalhadores e empregadores possam negociar diferentes formatos de jornada diretamente, com remuneração proporcional às horas trabalhadas.

Já Flávio Bolsonaro, integrante da CCJ, não participou da votação da proposta na comissão.

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