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Governo pressiona por apoio a vetos enquanto tenta abafar crise com Alcolumbre
Governo pressiona por apoio a vetos enquanto tenta abafar crise com Alcolumbre
Planalto busca preservar agenda ambiental de Lula, mas enfrenta resistência crescente e desgaste com o presidente do Congresso
Por: Redação
26/11/2025 às 22:02

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Às vésperas da votação dos vetos presidenciais à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, marcada para esta quinta-feira (27), o governo Lula corre para evitar uma derrota expressiva no Congresso. Apesar da tensão evidente com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o Planalto tenta minimizar o atrito e manter ao menos os vetos considerados “estruturantes” para a agenda ambiental petista.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), aparece afirmando que “ainda existe acordo” para preservar os principais trechos barrados por Lula — 63 ao todo. Porém, nos bastidores, a realidade é outra: a oposição trabalha para derrubar integralmente os vetos e resgatar a versão original do projeto.
Líderes partidários vêm sendo acionados para recompor apoios após os tensionamentos provocados por Lula e por seus auxiliares nas últimas semanas. O governo tenta garantir que, ao menos nos pontos considerados sensíveis — especialmente aqueles que tratam de avaliação de impacto ambiental, proteção a terras indígenas e regras para áreas de risco — a decisão presidencial seja mantida.
Fontes do Congresso afirmam que o governo receia um “efeito dominó”: se os vetos caírem em bloco, a autoridade do Planalto sobre pautas ambientais ficará fragilizada, afetando a imagem interna e externa de Lula.
A crise entre o Planalto e Alcolumbre, escancarada em votações recentes, amplia as incertezas para a sessão. Randolfe tentou suavizar o clima ao negar retaliação e afirmar que o senador “não está agindo para pressionar o governo”. No entanto, parlamentares apontam que a decisão de Lula de insistir em Jorge Messias para o STF — ignorando preferências de Alcolumbre — criou um impasse real.
Em nota oficial publicada nesta quarta-feira (26), o governo justificou os vetos como forma de “proteger o meio ambiente em todos os biomas” e preservar a “saúde da população”. O texto menciona ainda desastres como Mariana, Brumadinho e tragédias climáticas no Paraná e no Rio Grande do Sul — argumento que tenta sensibilizar congressistas e opinião pública.
Contudo, o argumento não tem sido suficiente para conter parlamentares que consideram a proposta original mais eficiente e menos burocrática para destravar obras e investimentos.
Entre os principais pontos vetados estão:
licenciamento ambiental em fase única (criado por emenda de Alcolumbre);
licenciamento simplificado para obras de médio potencial poluidor;
flexibilizações amplamente defendidas por setores de infraestrutura, energia e agronegócio.
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