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Hugo Motta articula para barrar redução da maioridade penal na PEC da Segurança
Hugo Motta articula para barrar redução da maioridade penal na PEC da Segurança
Presidente da Câmara promete ao governo retirar trecho do texto e busca apoio do Centrão para evitar desgaste na votação
Por: Redação
03/03/2026 às 08:39

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), iniciou articulação com líderes partidários aliados para retirar do texto da PEC da Segurança o trecho que prevê a redução da maioridade penal.
A proposta está prevista para ser votada nesta semana na Casa. Segundo apuração, Motta procurou lideranças do Centrão nos últimos dias e pediu empenho para barrar a aprovação da mudança, sob o argumento de que o tema pode dificultar a tramitação da proposta principal.
Destaque para votação separada
A estratégia articulada pelo presidente da Câmara prevê a apresentação de um destaque para que a redução da maioridade penal seja votada separadamente do restante da PEC.
O modelo repete movimento adotado recentemente por Motta no PL Antifacção, quando conseguiu retirar a criação da Cide-Bets — contribuição sobre apostas online destinada ao combate ao crime organizado.
Entre os líderes que se comprometeram a colaborar estão parlamentares que defendem a redução da maioridade penal, mas que avaliam ser prudente não misturar o tema à PEC da Segurança.
Compromisso com o Planalto
Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmaram, sob reserva, que Motta prometeu à base governista retirar o dispositivo do texto.
No Palácio do Planalto, a avaliação é de que a discussão sobre a maioridade penal deveria ocorrer em proposta separada e em outro momento, evitando ampliar divisões dentro da própria base.
Relator mantém proposta
Apesar da articulação, o relator da PEC, Mendonça Filho (União-PE), rejeitou pedido do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, para retirar o trecho.
No parecer apresentado, o relator propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos nos casos de crimes violentos ou com grave ameaça à pessoa. O texto ainda prevê que a decisão final seja submetida a referendo popular nas eleições de 2028.
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