Influenciador e pré-candidato é preso em operação contra o CV em Alagoas
Investigação aponta que grupo criminoso buscava ampliar influência política e territorial no estado; ação cumpriu 51 mandados judiciais
Por: Redação
03/06/2026 às 09:57

Foto: Divulgação
O influenciador digital e pré-candidato a deputado federal Patrick Almeida, conhecido nas redes sociais como “PTK”, foi preso nesta quarta-feira (3) durante uma operação policial contra integrantes do Comando Vermelho (CV) em Alagoas. A ação foi coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do estado (SSP-AL) e teve como alvo a cúpula da facção criminosa que atua na região.
Segundo as investigações, Patrick Almeida teria sido escolhido por lideranças do Comando Vermelho para disputar um cargo eletivo e representar os interesses da organização criminosa no meio político. De acordo com a SSP-AL, ele teria sido indicado pelo traficante conhecido como Nem Catenga, apontado como uma das principais lideranças da facção no estado.
A apuração indica que PTK chegou a ser cogitado como candidato a vereador nas eleições de 2024 pelo partido Solidariedade, mas sua candidatura não avançou. Posteriormente, filiou-se ao MDB e passou a se apresentar nas redes sociais como pré-candidato a deputado federal para as eleições de 2026.
No Instagram, o influenciador se descreve como “o cara das comunidades” e utiliza o slogan “respeita os motoboy”, acumulando seguidores e forte presença digital em Alagoas.
Além de Patrick Almeida, outras oito pessoas foram presas durante a operação. Ao todo, as autoridades cumpriram 51 ordens judiciais, sendo 21 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão, além de outras medidas cautelares contra integrantes da facção.
As investigações apontam que o Comando Vermelho vem buscando expandir sua atuação em Alagoas, ampliando sua presença em diferentes regiões do estado e tentando fortalecer sua influência por meio de articulações políticas.
“Hoje estamos deflagrando a operação ‘Morro do Alemão’, uma operação contra a cúpula do Comando Vermelho de Alagoas, que vem buscando a sua expansão no território de Alagoas, bem como apoio político para isso. Uma operação muito importante”, afirmou o delegado Igor Diego, do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado. As aspas foram preservadas.
As prisões ocorreram em Maceió, Marechal Deodoro e também no estado do Rio de Janeiro. Neste último caso, a Polícia Civil fluminense auxiliou no cumprimento de um dos mandados expedidos pela Justiça.
A operação foi realizada de forma integrada entre a Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, as polícias Civil e Militar do estado e a Polícia Civil do Rio de Janeiro. As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos e possíveis conexões da facção com atividades políticas e financeiras.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil




