"Juiz não deve ter riqueza como objetivo", diz André Mendonça
Ministro do STF afirma que magistrados recebem boa remuneração, mas devem manter responsabilidade financeira e não colocar o dinheiro acima da função pública
Por: Redação
26/08/2026 às 07:43

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que um juiz não deve ter como objetivo profissional ficar rico. A declaração ocorreu na sexta-feira (21), durante o encerramento do 5º Seminário Nacional da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos, realizado no Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo.
Segundo Mendonça, a magistratura proporciona uma remuneração considerada boa, mas os integrantes da carreira precisam manter controle sobre os próprios gastos e não transformar o dinheiro em finalidade profissional.
Durante o evento, o ministro também defendeu que magistrados não coloquem “o coração no poder ou no dinheiro”. A fala foi relacionada aos valores éticos e religiosos discutidos no seminário e à ideia de que a carreira pública deve ser encarada como uma forma de servir à sociedade.
Declaração ocorre em meio a debate sobre remuneração no Judiciário
A manifestação de Mendonça acontece em um momento de discussões sobre os salários e benefícios pagos a integrantes do Judiciário. A reportagem destaca casos em que magistrados recebem valores acima do teto constitucional por meio de verbas classificadas como indenizatórias.
Pela Constituição, servidores públicos, incluindo magistrados, estão submetidos ao teto remuneratório. No Judiciário, o limite corresponde ao subsídio dos ministros do STF. Algumas verbas indenizatórias, entretanto, não entram no cálculo do teto.
André Mendonça ocupa uma cadeira no Supremo desde 2021, quando foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro. Antes de chegar à Corte, foi advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública.
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