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Justiça da Itália marca audiência decisiva sobre extradição de Carla Zambelli para 11 de fevereiro
Justiça da Itália marca audiência decisiva sobre extradição de Carla Zambelli para 11 de fevereiro
Corte de Roma adia decisão pela quarta vez após pedido da defesa e questionamentos sobre presídio indicado pelo governo brasileiro
Por: Redação
21/01/2026 às 22:16

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
A Justiça da Itália marcou para 11 de fevereiro a audiência que deve definir o pedido de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil. A decisão estava prevista para esta terça-feira (20), mas foi adiada pela quarta vez pela Corte de Apelação de Roma, responsável pela análise do caso.
Segundo o tribunal italiano, não houve tempo suficiente para avaliar as informações encaminhadas pelo governo brasileiro sobre o presídio onde Zambelli ficaria detida caso a extradição seja autorizada. Atualmente, a ex-parlamentar permanece presa no Presídio Feminino de Rebibbia, em Roma.
Durante audiência realizada a portas fechadas, a defesa sustentou que a Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia) — indicada pelo Brasil — não atenderia a padrões adequados de direitos humanos. Os advogados também pediram a substituição dos juízes responsáveis pelo julgamento. A defesa tem até três dias para formalizar o pedido; se aceito, o processo poderá ser reiniciado, o que tende a prolongar ainda mais o desfecho.
A Corte avalia ainda separar o caso de Zambelli dos demais processos julgados em sessões conjuntas, passando a analisar o pedido de extradição em audiência exclusiva. Mesmo que a extradição venha a ser autorizada, ainda caberá recurso à Corte de Cassação, última instância do Judiciário italiano.
No Brasil, Zambelli foi condenada duas vezes pelo Supremo Tribunal Federal (STF): 10 anos e 8 meses por suposto envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Ela deixou o país antes do trânsito em julgado da primeira condenação e está presa na Itália desde julho do ano passado. Em dezembro, renunciou ao mandato após o STF anular decisão da Câmara que havia barrado a cassação.
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