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Justiça manda soltar Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e substitui prisão por tornozeleira
Justiça manda soltar Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e substitui prisão por tornozeleira
Juíza do TRF-1 afirma que crimes investigados não envolvem violência e que medidas alternativas são suficientes para impedir risco à ordem pública
Por: Redação
29/11/2025 às 09:17

Foto: Divulgação
A juíza federal Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), determinou a soltura do banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde 18 de novembro no âmbito da Operação Compliance Zero. A decisão, tomada na noite de sexta-feira (28), substitui a prisão preventiva por medidas cautelares e tornozeleira eletrônica, sob o argumento de que os crimes atribuídos ao empresário “não envolvem violência ou grave ameaça à pessoa”.
Segundo a magistrada, embora a investigação trate de valores bilionários e possíveis fraudes no Sistema Financeiro Nacional, não há “periculosidade acentuada” que justifique manter o banqueiro encarcerado. Solange Salgado destacou que a própria lei prevê prisão preventiva apenas como medida excepcional e que, no caso de Vorcaro, o risco de fuga ou de interferência nas apurações pode ser reduzido com restrições menos gravosas — entre elas a retenção do passaporte, proibição de contato com outros investigados e impossibilidade de deixar o município sem autorização judicial.
Vorcaro havia sido preso no Aeroporto de Guarulhos quando embarcaria para os Emirados Árabes Unidos. A Polícia Federal suspeitava de tentativa de deixar o país após o avanço das investigações. Segundo a PF, o Banco Master operava CDBs com promessa de rendimentos até 40% acima do mercado, prática considerada insustentável e usada, de acordo com os investigadores, para mascarar um esquema de fraude que teria gerado prejuízo estimado em R$ 12 bilhões — número citado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, na CPI do Crime Organizado.
A soltura de Vorcaro marca uma reviravolta repentina no caso. No dia 24, a mesma juíza havia negado pedido de liberdade inicial, alegando “gravidade concreta dos delitos” e risco à ordem econômica. Agora, porém, Solange Salgado afirma que a adoção de medidas cautelares é suficiente para “estancar eventual risco residual” e garantir a continuidade das investigações, sem a necessidade de custódia.
Além de Vorcaro, outros quatro investigados também tiveram a prisão revogada: Augusto Ferreira Lima, Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Ângelo Antonio Ribeiro da Silva. Todos deverão cumprir as mesmas determinações judiciais.
A defesa do banqueiro celebrou a decisão, alegando ausência de fatos concretos que justificassem a prisão. O processo segue em andamento e ainda pode ganhar novos desdobramentos.
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