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Justiça mantém ação de improbidade contra chefe de gabinete de Hugo Motta por suspeita de rachadinha

Justiça mantém ação de improbidade contra chefe de gabinete de Hugo Motta por suspeita de rachadinha

Decisão rejeita prescrição e mantém processo sobre suposto uso de funcionário fantasma em gabinete aliado do presidente da Câmara

Por: Redação

22/12/2025 às 07:17

Imagem de Justiça mantém ação de improbidade contra chefe de gabinete de Hugo Motta por suspeita de rachadinha

Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A Justiça Federal do Distrito Federal decidiu manter em tramitação a ação de improbidade administrativa contra Ivanadja Velloso Meira Lima, atual chefe de gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A decisão, proferida na terça-feira (16), rejeitou o argumento de prescrição apresentado pela defesa e garantiu o prosseguimento da ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que apura suposto enriquecimento ilícito com uso de funcionário fantasma em gabinete parlamentar.

Segundo a acusação, Ivanadja teria movimentado a conta bancária de um ex-secretário parlamentar, Francisco Macena Duarte, quando ele estava formalmente lotado no gabinete do então deputado federal Wilson Santiago, aliado político de Hugo Motta.

Em depoimento à Justiça, Francisco Macena confessou que jamais esteve em Brasília, não sabia quanto recebia de salário e sequer conhecia o número da própria conta bancária. À época, ele exercia simultaneamente o cargo de motorista da Prefeitura de Poço de Dantas (PB), com jornada de 40 horas semanais.

Mesmo assim, entre 2005 e 2009, a Câmara dos Deputados pagou R$ 224 mil ao servidor, valor que, segundo o MPF, foi apropriado indevidamente.

A investigação aponta que Ivanadja possuía procuração ampla assinada pelo funcionário fantasma, que lhe concedia poderes para emitir cheques, sacar valores e movimentar integralmente a conta bancária do comissionado.

Ivanadja foi chefe de gabinete de Wilson Santiago até 31 de janeiro de 2011. No dia seguinte, passou a integrar o gabinete de Hugo Motta, recém-eleito deputado à época — cargo que ocupa até hoje, mesmo após Motta assumir a presidência da Câmara.

De acordo com documentos revelados pela coluna do Metrópoles, o modus operandi teria sido mantido, já que Ivanadja ainda possui procurações para movimentar salários de ao menos 10 funcionários e ex-funcionários vinculados ao gabinete do atual presidente da Câmara.

Para o MPF, a conduta configura violação direta aos princípios da administração pública, com dano ao erário e uso indevido de recursos federais.

Embora a Câmara permita que secretários parlamentares atuem fora de Brasília, na base eleitoral dos deputados, a acumulação de cargos públicos com jornadas integrais já configura irregularidade. No caso em questão, o agravante é a ausência total de comprovação de prestação de serviços ao Legislativo.

A decisão da Justiça Federal representa um avanço relevante em um caso que expõe fragilidades estruturais no controle de gabinetes parlamentares e reforça críticas à tolerância histórica com práticas como rachadinha, especialmente entre figuras próximas ao comando da Câmara dos Deputados.

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