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Justiça mantém atuação da AGU em ação contra Moraes nos EUA

Justiça mantém atuação da AGU em ação contra Moraes nos EUA

Juíza federal extingue processo que tentava barrar participação do órgão na defesa do Estado brasileiro em disputa envolvendo Rumble e Trump Media

Por: Redação

15/06/2026 às 07:10

Imagem de Justiça mantém atuação da AGU em ação contra Moraes nos EUA

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

A Justiça Federal do Distrito Federal rejeitou uma ação que buscava impedir a atuação da Advocacia-Geral da União (AGU) no processo movido pelas empresas Rumble e Trump Media contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nos Estados Unidos.

A decisão foi proferida pela juíza federal Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara Federal do Distrito Federal. O processo havia sido apresentado por um advogado que questionava a autorização concedida à AGU para representar o Estado brasileiro no caso que tramita na Justiça da Flórida.

O autor da ação sustentava que a estrutura da AGU não poderia ser utilizada porque o processo norte-americano teria como alvo Alexandre de Moraes em caráter individual. Por esse motivo, pedia a suspensão da atuação do órgão na defesa dos interesses brasileiros relacionados à ação.

Ao analisar o caso, a magistrada concluiu que a ação popular utilizada pelo advogado não era o instrumento jurídico adequado para discutir a questão. Com esse entendimento, o processo foi extinto sem julgamento do mérito.

Na decisão, a juíza afirmou que a ação popular é destinada à contestação de atos administrativos supostamente lesivos ao patrimônio público, situação que, segundo ela, não se enquadra nos pedidos apresentados no processo. A magistrada também destacou que as medidas solicitadas envolviam determinações administrativas incompatíveis com a finalidade desse tipo de ação judicial.

Com a decisão, permanece válida a autorização para que a AGU atue no caso que envolve o Estado brasileiro perante a Justiça dos Estados Unidos.

A controvérsia tem origem na ação movida pela plataforma de vídeos Rumble e pela Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As companhias questionam decisões de Alexandre de Moraes relacionadas a bloqueios e restrições determinados contra perfis e conteúdos nas plataformas digitais.

No processo, as empresas alegam que as medidas adotadas pelo ministro atingem cidadãos e companhias sediadas nos Estados Unidos. O Rumble permanece indisponível no Brasil desde fevereiro de 2025.

Ao autorizar a participação da AGU no caso, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, argumentou que a discussão ultrapassa a figura individual de Alexandre de Moraes e envolve temas relacionados à independência do Poder Judiciário brasileiro, ao Estado de Direito e à soberania nacional.

 

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