Laudo médico da PF pode abrir caminho para prisão domiciliar de Bolsonaro
Avaliação clínica determinada por Alexandre de Moraes é vista por aliados como sinal de possível reavaliação das condições de custódia do ex-presidente
Por: Redação
27/01/2026 às 07:26

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Um laudo médico elaborado por uma junta da Polícia Federal (PF) passou a ser tratado como peça central nas discussões sobre o futuro da custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro. O exame foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e pode abrir caminho para a concessão de prisão domiciliar, segundo avaliam aliados do ex-chefe do Executivo.
A decisão de Moraes prevê que uma junta médica da PF avalie, de forma imediata, o quadro clínico de Bolsonaro e informe ao Supremo se a permanência do ex-presidente na Papudinha, ala especial do Complexo Penitenciário da Papuda, representa risco agravado à sua saúde. O relatório deve ser encaminhado ao STF no prazo de até dez dias.
Nos bastidores, a solicitação do laudo foi interpretada como um indicativo de que o tribunal pode reavaliar o regime de cumprimento da pena, especialmente diante das condições médicas do ex-presidente. A defesa e aliados sustentam que a prisão domiciliar seria uma alternativa mais adequada do ponto de vista humanitário e sanitário.
Nos últimos dias, houve intensa movimentação de pessoas próximas a Bolsonaro junto a ministros do STF. O objetivo foi apresentar preocupações da família e reforçar a necessidade de atenção ao estado de saúde do ex-presidente. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro participou das conversas, adotando, segundo interlocutores, um tom discreto e conciliador, com foco no bem-estar físico e emocional do marido.
Além de Michelle, aliados políticos também buscaram diálogo com integrantes da Corte. Entre eles, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que teria feito contatos diretos e por telefone. As conversas envolveram, além de Moraes, ministros como Gilmar Mendes e André Mendonça.
O parecer da PF passou a ser visto como determinante para uma eventual mudança nas condições de custódia. Moraes quer um posicionamento técnico claro sobre os riscos à saúde do ex-presidente, o que pode embasar juridicamente uma decisão de transferência para prisão domiciliar.
Bolsonaro está sob custódia no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, em espaço adaptado para cumprimento de pena. A discussão agora gira em torno de saber se o local oferece condições adequadas para o tratamento de suas doenças ou se a manutenção da prisão no formato atual pode agravar seu quadro clínico.
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