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Líder do MST exalta regime venezuelano diante de alerta dos EUA

Líder do MST exalta regime venezuelano diante de alerta dos EUA

Stédile reage a possível operação norte-americana, enquanto a Venezuela aprofunda militarização e repressão interna

Por: Redação

21/10/2025 às 08:18

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, declarou que a população da Venezuela está “preparada” para enfrentar uma eventual ação militar dos Estados Unidos. A fala ocorreu após relatos de movimentação militar norte-americana no Caribe, em resposta a novos incidentes envolvendo embarcações venezuelanas.

Stédile afirmou que, em caso de invasão, “cada cidadão venezuelano se transformará em um soldado”, exaltando o treinamento militar em massa promovido pelo regime de Nicolás Maduro. A fala do dirigente, alinhada ao discurso chavista, ocorre em um contexto de forte repressão interna, perseguição a opositores e colapso institucional no país.

 

EUA mantêm posição estratégica na região

Os Estados Unidos — historicamente aliados de países que defendem a liberdade política e econômica no continente — têm aumentado sua presença no Caribe diante da escalada autoritária do regime venezuelano. O governo norte-americano vê o país sul-americano como um foco de instabilidade regional, devido a ligações com regimes autoritários e práticas antidemocráticas.

Analistas internacionais apontam que a crescente militarização na Venezuela serve mais para consolidar o poder de Maduro do que para proteger a população. Enquanto o regime fortalece milícias e forças leais, a população enfrenta inflação galopante, falta de alimentos, apagões e êxodo em massa — uma das maiores crises humanitárias do mundo.

 

Aliança ideológica e exportação de militância

Stédile também declarou que o MST articula o envio de “brigadas internacionalistas” — grupos de 50 a 100 militantes — para atuar em território venezuelano em caso de conflito. A iniciativa, apresentada como “solidariedade”, reflete a aproximação de movimentos de esquerda com regimes autoritários na América Latina, em contraste com a postura dos EUA de defesa de valores democráticos.

A ação também reforça a instrumentalização de organizações políticas latino-americanas pelo chavismo, num momento em que a Venezuela acumula sanções internacionais e isolamento diplomático.

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