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Lula admite crise nos Correios, critica gestão e admite prejuízo bilionário na estatal
Lula admite crise nos Correios, critica gestão e admite prejuízo bilionário na estatal
Presidente minimiza impacto da “taxa das blusinhas”, enquanto greve avança e governo estuda empréstimo de até R$ 12 bilhões para socorrer a empresa pública
Por: Redação
18/12/2025 às 13:17

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em meio à crescente crise financeira e operacional dos Correios, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reconheceu nesta quinta-feira (18/12), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, que a estatal enfrenta problemas graves de gestão. O petista descartou que a situação tenha relação direta com a chamada “taxa das blusinhas”, mas admitiu que a empresa não pode continuar acumulando prejuízos sob controle do Estado.
“Não podemos ter uma empresa pública dando prejuízo. Não precisa ser a ‘rainha do lucro’, mas também não pode ser a ‘rainha do prejuízo’”, declarou Lula, numa rara admissão pública de falhas administrativas em uma estatal estratégica.
A declaração ocorre em um momento sensível: trabalhadores dos Correios em São Paulo e em diversos outros estados aprovaram greve por tempo indeterminado, ampliando o risco de colapso nos serviços postais em plena reta final do ano. Segundo os sindicatos, a paralisação foi motivada pela falta de negociação da direção da empresa, além de denúncias de ameaças de retirada de direitos, precarização das condições de trabalho e insegurança funcional.
Enquanto Lula tenta atribuir a crise à má gestão, o próprio governo se movimenta para socorrer financeiramente a estatal. Na última terça-feira (16), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que chegou à pasta um pedido formal de empréstimo para os Correios, que está sendo analisado pelo Tesouro Nacional.
Segundo Haddad, o valor do socorro pode chegar a R$ 12 bilhões, montante que, na prática, será bancado pelo contribuinte. A medida reforça críticas de especialistas e parlamentares da oposição, que veem na atual situação mais um exemplo da ineficiência estrutural de estatais mal administradas, frequentemente usadas como instrumentos políticos.
Apesar de tentar afastar responsabilidades diretas do governo, a crise nos Correios se soma a outros episódios recentes que expõem dificuldades na condução econômica e administrativa do Estado, levantando questionamentos sobre a capacidade do Planalto de impor gestão técnica, responsabilidade fiscal e eficiência em empresas públicas sob seu comando.
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