Lula demite presidente do INSS após explosão na fila de benefícios
Mesmo com queda recente, número de pedidos segue acima de 2,7 milhões e permanece elevado
Por: Redação
14/04/2026 às 08:00

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva demitiu nesta segunda-feira (13) o então presidente do INSS, Gilberto Waller, após a sequência de altas na fila de requerimentos do órgão.
Waller havia assumido o cargo em 30 de abril de 2025 e esteve à frente do instituto durante o período em que o número de pedidos atingiu recordes consecutivos. Houve redução nos meses de maio e junho, mas a fila voltou a crescer de forma contínua a partir de julho.
O maior volume foi registrado em fevereiro de 2026, quando o INSS contabilizou 3,13 milhões de pedidos pendentes de análise. Em março, o número recuou 11%, chegando a 2,79 milhões — último dado disponível.
A fila inclui solicitações de aposentadorias, pensões e benefícios como auxílio por incapacidade, maternidade e assistenciais. O governo federal já havia afirmado, em diferentes momentos, a intenção de zerar o estoque de pedidos.
Para efeito de comparação, o maior número registrado no governo anterior ocorreu em janeiro de 2020, com 2,03 milhões de requerimentos em análise.
Desde o início do atual mandato, o volume de pedidos acumulados cresceu em 1,71 milhão, o que representa aumento de 156,8% em relação a dezembro de 2022.
Gilberto Waller vinha sendo pressionado a apresentar soluções para reduzir o tempo de espera. O INSS chegou a anunciar medidas como força-tarefa e divulgação de boletins explicativos sobre a análise dos processos.
Para o lugar dele, foi nomeada a servidora de carreira Ana Cristina Viana Silveira. Segundo comunicado oficial, ela assume com a missão de acelerar a análise dos benefícios e simplificar os processos internos do instituto.
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