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Lula telefonou à vice de Maduro após prisão do ditador e, depois, condenou ação dos EUA

Lula telefonou à vice de Maduro após prisão do ditador e, depois, condenou ação dos EUA

Contato ocorreu horas após captura de Nicolás Maduro; governo brasileiro diz que ligação serviu para “confirmar informações”, mas postura reacende críticas à política externa do Planalto

Por: Redação

05/01/2026 às 21:59

Imagem de Lula telefonou à vice de Maduro após prisão do ditador e, depois, condenou ação dos EUA

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, na manhã de sábado (3), com Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente a Presidência da Venezuela após a prisão de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Segundo o Palácio do Planalto, o contato foi breve e teve como objetivo confirmar as informações divulgadas por Washington sobre a detenção do líder chavista.

De acordo com relatos de integrantes do governo, Delcy Rodríguez confirmou a captura de Maduro e afirmou que, naquele momento, ainda não havia detalhes sobre o paradeiro do ditador. Apenas depois do telefonema, o governo brasileiro divulgou nota oficial condenando a operação norte-americana que resultou na prisão do presidente venezuelano.

A sequência de movimentos — telefonema ao núcleo do regime e posterior crítica pública aos EUA — reacendeu questionamentos sobre a linha diplomática do Brasil, frequentemente acusada por opositores de tolerância com ditaduras ideologicamente alinhadas à esquerda latino-americana. Críticos apontam que, ao priorizar interlocução com o chavismo, o Planalto passa a mensagem de relativização de acusações graves que pesam contra Maduro, incluindo narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas, conforme processos em curso na Justiça norte-americana.

Na segunda-feira (5), o Brasil levou a crítica ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. O embaixador brasileiro, Sérgio Danese, afirmou que a captura de Maduro configuraria violação da soberania venezuelana e advertiu contra a tese de que “os fins justificam os meios”. A posição foi formalizada em nota assinada por Lula, que classificou a ação dos EUA como precedente “perigoso” no sistema internacional.

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