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Lula troca aliado de Paulinho da Força por ex-governador do PSB em cargo na Anater
Lula troca aliado de Paulinho da Força por ex-governador do PSB em cargo na Anater
Mudança ocorre em meio ao debate sobre a anistia do 8 de Janeiro e reforça movimento do governo para privilegiar aliados ideológicos
Por: Redação
13/11/2025 às 15:46

Foto: Reprodução/Redes Sociais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o ex-governador do Amapá Camilo Capiberibe (PSB) para comandar a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater). A nomeação, publicada nesta quarta-feira (12), substitui Jefferson Coriteac, fundador do Solidariedade e aliado do deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) — relator do PL da Anistia na Câmara.
A troca foi interpretada em Brasília como mais um movimento do governo Lula para reforçar espaços a partidos e figuras alinhadas ideologicamente ao Planalto, ao mesmo tempo em que enxuga a influência de siglas que têm demonstrado resistência em temas sensíveis, como o projeto que trata da anistia aos condenados do 8 de Janeiro.
Capiberibe assume cargo antes ocupado por aliado do Solidariedade
Capiberibe, que não conseguiu se eleger deputado federal em 2022, já ocupava uma cadeira na diretoria-executiva da Anater desde março de 2023, para a qual havia sido nomeado por Lula com mandato de quatro anos. Agora, ascende à presidência da agência.
A exoneração de Coriteac, oficializada em 16 de setembro, ocorreu um dia antes de o presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciar Paulinho da Força como relator do PL da Anistia — fato que gerou especulação sobre eventual desconforto do Planalto com o movimento no Legislativo.
Agradecimentos ao núcleo duro do governo
Nas redes sociais, Capiberibe agradeceu a Lula e a nomes que integram o coração político do governo, como Davi Alcolumbre (União-AP), Randolfe Rodrigues (PT-AP) e João Campos (PSB), destacando que considera uma “honra” integrar o que chamou de “governo de reconstrução da democracia”.
A nomeação reforça o papel do PSB na coalizão lulista, ampliando espaço num momento em que o governo tenta reorganizar sua base em torno de interesses estratégicos.
A movimentação é vista por analistas como um sinal claro de Lula ao Congresso: cargos relevantes tendem a ser priorizados para perfis alinhados ideologicamente e confiáveis ao Planalto, especialmente enquanto avançam temas como a anistia dos 8 de Janeiro e outras pautas que envolvem tensão entre Executivo, Legislativo e Judiciário.
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