Lulinha processa Flávio Bolsonaro por vídeo que o associa a fraudes no INSS
Filho de Lula pede retirada de conteúdo produzido com inteligência artificial e indenização de R$ 10 mil por danos morais
Por: Redação
22/08/2026 às 09:00
Foto: Montagem: Divulgação/Arquivo e Beto Barata/Agência Senado
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, entrou na Justiça contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por causa de um vídeo produzido com inteligência artificial que o associa ao esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A ação foi apresentada na terça-feira (18), em São Paulo. Lulinha solicita a remoção do vídeo das redes sociais e pede R$ 10 mil de indenização por danos morais.
O conteúdo, publicado em julho, simula Flávio Bolsonaro em uma missão na Península Ibérica para localizar Lulinha. Na produção, o filho do presidente é apresentado como responsável por ter “roubado milhões de idosos”.
A defesa sustenta que o material atribui falsamente a Lulinha participação direta nos desvios e pede que a Justiça reconheça eventual abuso na divulgação do conteúdo.
Lulinha é alvo de três inquéritos da PF
Embora negue participação nas fraudes do INSS, Lulinha é alvo de três inquéritos da Polícia Federal que investigam suspeitas de tráfico de influência.
As apurações analisam possíveis relações do empresário com empresários e lobistas que mantinham negócios ou buscavam contratos com órgãos do governo federal.
Entre os investigados está Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como operador do esquema de descontos indevidos. A PF também apura a relação de Lulinha com a empresária Roberta Luchsinger, que teria mencionado o nome dele em negociações envolvendo contratos no Ministério da Saúde.
A defesa do filho de Lula nega irregularidades.
Flávio utiliza caso nas críticas ao governo
As investigações envolvendo Lulinha passaram a ser utilizadas politicamente por Flávio Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2026. O senador tem relacionado as suspeitas envolvendo o filho do presidente ao escândalo dos descontos indevidos no INSS e usado o episódio para fazer críticas ao governo federal.
Na ação judicial, Lulinha afirma que não é investigado por participação direta nas fraudes contra aposentados e pensionistas.
O processo deverá avaliar, entre outros pontos, se o conteúdo produzido com inteligência artificial ultrapassou os limites da crítica e da sátira política ou se está protegido pela liberdade de expressão em um contexto eleitoral.
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