Maioria das menções a Lula nas redes sociais é negativa, aponta levantamento
Pesquisa aponta que quase dois terços das menções ao presidente nas redes sociais em janeiro tiveram caráter negativo
Por: Redação
09/02/2026 às 14:49

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Apesar de celebrar números que apontam forte presença digital, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um cenário adverso nas redes sociais quando o critério analisado deixa de ser volume e passa a ser sentimento. Um monitoramento independente realizado por meio da plataforma Brandwatch revela que o engajamento em torno do chefe do Executivo federal tem sido majoritariamente crítico, com tendência de agravamento no início de 2026, ano eleitoral.
De acordo com o estudo, ao qual a revista Veja teve acesso, cerca de 64% das menções públicas a Lula nas principais plataformas digitais — como Instagram, X (antigo Twitter), Facebook, YouTube e TikTok — foram classificadas como negativas apenas no mês de janeiro. O índice representa quase dois terços das interações e configura o segundo pior resultado da série analisada, além de registrar a maior variação mensal do período, com crescimento de sete pontos percentuais em relação a dezembro.
Os dados contrastam com um levantamento divulgado anteriormente pelo instituto Nexus, comemorado por aliados do presidente, que destacou Lula como o pré-candidato com maior presença nas redes sociais ao longo de 2025. A análise da Brandwatch, no entanto, aponta que visibilidade não tem se convertido em apoio espontâneo, mas sim em críticas recorrentes e persistentes.
Ao longo dos últimos doze meses, as interações negativas mantiveram média de 55% do total, superando as menções positivas e neutras em todos os meses observados. Segundo os pesquisadores, o ambiente digital passou a refletir um debate cada vez mais polarizado, com crescimento significativo do conteúdo crítico no início do novo ciclo político.
Entre os principais temas associados às menções negativas estão conflitos institucionais, decisões do Supremo Tribunal Federal, questionamentos sobre transparência e sigilo de informações públicas, além de suspeitas envolvendo familiares do presidente e supostos desvios em órgãos federais. Também aparecem com destaque críticas à política externa do governo, especialmente em episódios relacionados à Venezuela, bem como debates sobre gastos públicos, desempenho de estatais e condução econômica.
A coleta de dados foi realizada em ambientes digitais abertos e classificada por meio de modelos de inteligência artificial, com posterior checagem analítica para validação do sentimento atribuído às publicações. Os responsáveis pelo levantamento destacam que o predomínio do tom crítico tem sido contínuo, sugerindo um desgaste estrutural da imagem presidencial no espaço digital.
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