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Messias reencontra Jaques Wagner após rejeição ao STF

Messias reencontra Jaques Wagner após rejeição ao STF

Ministro da AGU e líder do governo no Senado voltam a se reunir em meio a sinais de que Lula pode insistir no nome de Messias para o Supremo

Por: Redação

26/05/2026 às 09:17

Imagem de Messias reencontra Jaques Wagner após rejeição ao STF

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, se reuniu com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na noite de segunda-feira (25), em Brasília, quase um mês após a rejeição da indicação do advogado-geral da União ao Supremo Tribunal Federal.

Segundo aliados dos dois, o jantar marcou o primeiro encontro entre Messias e Wagner desde a votação ocorrida em 29 de abril, quando o Senado rejeitou a indicação do ministro para uma vaga no STF, episódio considerado um revés relevante para o Palácio do Planalto.

Após a derrota, relatos de bastidores apontavam que Jorge Messias teria manifestado desconfiança sobre a condução política da articulação no Senado, chegando a suspeitar de falhas no apoio governista. Posteriormente, porém, o ministro recuou da avaliação e retomou a interlocução com Wagner, aliado histórico e nome influente dentro da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A relação entre os dois é antiga. Antes de assumir a chefia da AGU, em 2023, Messias trabalhou como chefe de gabinete de Jaques Wagner no Congresso Nacional, vínculo que ajudou a consolidar proximidade política e pessoal entre ambos.

O reencontro ocorre em meio à discussão sobre uma possível nova tentativa de indicação ao STF. Conforme interlocutores do governo, Lula teria sinalizado a aliados que avalia insistir no nome de Jorge Messias para futuras vagas na Corte, mantendo a aposta no atual advogado-geral da União.

Na segunda-feira, o debate ganhou novo capítulo após a publicação de um artigo no portal Jota, assinado pelo secretário especial para Assuntos Jurídicos do Palácio do Planalto, Marcelo Weick, e pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ademar Borges Filho. No texto, os autores defendem a prerrogativa do presidente da República de reenviar ao Senado a indicação de um nome anteriormente rejeitado para o Supremo.

A movimentação reforça sinais de que o governo busca reorganizar sua estratégia política após a derrota no Senado e manter aberta a possibilidade de uma nova investida em favor de Jorge Messias.

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