Michelle Bolsonaro denuncia condições da cela de Bolsonaro
Após vistoria autorizada pelo STF, deputado afirma que Jair Bolsonaro enfrenta isolamento, barulho contínuo e ausência de condições mínimas de saúde na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília
Por: Redação
12/12/2025 às 07:58

Foto: Divulgação/PL Mulher
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tornou pública, nesta quinta-feira (11), uma nota de esclarecimento da assessoria do deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) denunciando as condições da cela onde o ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena desde 22 de novembro, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A divulgação reacendeu críticas sobre o tratamento dispensado ao ex-chefe do Executivo e levantou questionamentos sobre possíveis abusos no cumprimento da pena.
Pela manhã, Bilynskyj realizou uma vistoria presencial no local após autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) e aval da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, colegiado presidido por ele. Segundo o parlamentar, Bolsonaro está submetido a um regime de isolamento que se assemelha à solitária, além de conviver com ruído intenso e ininterrupto proveniente do sistema de refrigeração da unidade, instalado ao lado do espaço onde dorme.
De acordo com a nota compartilhada por Michelle Bolsonaro, o deputado teve acesso direto às dependências e ao entorno da cela e concluiu que não há condições adequadas para a manutenção do ex-presidente em regime fechado. O documento afirma que o barulho do ar-condicionado central da PF é “constante e excessivo”, caracterizando, segundo a avaliação do parlamentar, uma forma de tortura psicológica.
O comunicado também aponta que o espaço não oferece condições mínimas para a prática de atividades físicas e é incompatível com a idade e o histórico clínico de Jair Bolsonaro, que possui comorbidades já reconhecidas publicamente. Para aliados, a situação ultrapassa os limites legais da execução penal e viola princípios básicos de dignidade humana.
Diante do cenário, Bilynskyj defendeu a transferência imediata do ex-presidente para o regime de prisão domiciliar. Segundo ele, a medida seria a “única alternativa viável” para garantir cuidados médicos adequados e preservar a integridade física e psicológica de Bolsonaro. O deputado afirmou ainda que levará o caso formalmente aos membros da Comissão de Segurança Pública, ampliando a pressão política sobre o tema.
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