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Ministros do STF articulam reeleição de Alcolumbre para evitar avanço de pedidos de impeachment
Ministros do STF articulam reeleição de Alcolumbre para evitar avanço de pedidos de impeachment
Por: Redação
07/11/2026 às 15:03

Foto: Divulgação: Agência Brasil
Ministros do STF articulam reeleição de Alcolumbre para evitar avanço de pedidos de impeachment
Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) estariam atuando nos bastidores para favorecer a reeleição do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado, cuja eleição está prevista para fevereiro de 2027.
Segundo reportagem publicada pelo UOL neste sábado (7), a movimentação tem como principal objetivo evitar que a nova composição da Casa avance com pedidos de impeachment contra integrantes da Corte.
De acordo com fontes ouvidas pelo jornal, a articulação ganhou força nas últimas semanas, diante do crescimento da pressão política sobre o Supremo e das manifestações de parlamentares eleitos em outubro que defendem a responsabilização de ministros.
Como presidente do Senado, Alcolumbre tem influência decisiva sobre o andamento das denúncias de impeachment, cabendo a ele dar o primeiro encaminhamento aos pedidos apresentados contra integrantes do STF.
Um dos principais elos dessa movimentação seria a relação próxima entre Alcolumbre e o ministro Alexandre de Moraes.
Segundo a reportagem, o magistrado já atuou como interlocutor em momentos de tensão política envolvendo o senador, inclusive durante o desgaste entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo, em abril deste ano.
Caso Banco Master aumenta preocupação no Supremo
As revelações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master também teriam contribuído para aproximar ministros que enfrentam questionamentos sobre possíveis vínculos com pessoas e empresas relacionadas à instituição financeira.
Moraes passou a ser alvo de questionamentos após a identificação de 316 registros de interação entre ele e Vorcaro nos dois meses anteriores à prisão do empresário, em novembro de 2025. Além disso, o banco contratou o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, por aproximadamente R$ 130 milhões. Moraes nega irregularidades.
Outro ministro mencionado na reportagem é Dias Toffoli, que enfrentou questionamentos após a divulgação de vínculos empresariais entre fundos relacionados ao Banco Master e empresas de familiares.
Já mensagens encontradas no celular de Vorcaro pela Polícia Federal mencionam um contrato de honorários de R$ 427 milhões associado à chamada “Turma do KN”, expressão relacionada a pessoas apontadas como próximas ao ministro Kassio Nunes Marques.
Enquanto isso, a oposição já articula alternativas para enfrentar Alcolumbre na disputa pela presidência do Senado. Entre os nomes colocados estão o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS). A expectativa é que os dois grupos possam unificar suas candidaturas à medida que a eleição se aproxime.
A preocupação com possíveis processos de impeachment não estaria restrita à oposição. Parlamentares de diferentes correntes políticas eleitos ou reconduzidos em outubro também defenderam maior fiscalização da atuação do Supremo e a responsabilização de ministros.
A eventual reeleição de Alcolumbre também interessa ao governo Lula. Nas últimas semanas, o senador demonstrou alinhamento com o Planalto ao viabilizar a tramitação de pautas consideradas prioritárias pelo governo, como a proposta de redução da jornada de trabalho na escala 6x1 e a PEC da Segurança Pública.
Segundo a apuração do UOL, a permanência de Alcolumbre no comando do Senado representa, para os ministros do Supremo, uma possibilidade de preservar um interlocutor político em meio ao aumento das pressões sobre a Corte. A disputa de fevereiro de 2027, portanto, deve ter reflexos que vão além da escolha do comando legislativo e podem influenciar diretamente a relação entre os Poderes.
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