Fachin mantém prisão de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro
Por: Redação
06/11/2026 às 14:19

Foto: Reprodução: Redes sociais
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, negou, na noite de quinta-feira (5), o pedido de liberdade do empresário Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O magistrado também rejeitou a solicitação de prisão domiciliar apresentada pela defesa. Zettel é investigado na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
Na decisão, Fachin considerou que a prisão preventiva continua necessária para garantir o andamento das investigações, preservar a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal.
“A prisão preventiva autorizada nos autos segue adequada e indispensável à aplicação da lei penal, à manutenção da ordem pública e à conveniência da instrução criminal, devendo ser mantida”, afirmou o ministro.
O empresário está preso desde março de 2026 e permanece custodiado no Complexo Penal da Penitenciária II de Potim, no interior de São Paulo.
Defesa pediu prisão domiciliar
Os advogados de Zettel solicitaram a revogação da prisão preventiva ou sua substituição por medidas cautelares menos rigorosas. Como alternativa, pediram a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.
Entre os argumentos apresentados pela defesa estavam questões familiares. Os advogados destacaram que a esposa do empresário estava grávida de gêmeos e que o casal já tinha um filho de dois anos, que necessitaria da presença do pai.
Entretanto, Fachin entendeu que não foram apresentados elementos suficientes para justificar a substituição da prisão. O ministro também avaliou que a prisão domiciliar não seria adequada diante dos riscos identificados no contexto da investigação.
Investigação aponta atuação como operador financeiro
Fabiano Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro e apontado pelas investigações como um dos operadores financeiros do ex-controlador do Banco Master.
Ele se tornou alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras, emissão de títulos de crédito falsos e organização criminosa.
Segundo as apurações, Zettel teria participado de operações financeiras relacionadas ao grupo investigado. Em depoimento à Polícia Federal, realizado na quinta-feira (5), o empresário afirmou que realizava pagamentos por determinação de Vorcaro, mas negou envolvimento com o grupo conhecido como “Turma”, apontado pelos investigadores como responsável por atividades de intimidação e obtenção ilegal de informações.
À época em que Zettel se tornou alvo da operação, seus advogados afirmaram que ele possui atividades empresariais lícitas e conhecidas, sem relação com a gestão do Banco Master.
Caso Master segue sob investigação
A decisão de Fachin ocorre em meio aos desdobramentos das investigações envolvendo Daniel Vorcaro e pessoas ligadas ao Banco Master. O caso apura possíveis irregularidades em operações financeiras e a atuação de integrantes de uma estrutura suspeita de movimentar recursos de forma fraudulenta.
Com a decisão do presidente do STF, Fabiano Zettel continuará preso preventivamente enquanto permanecerem válidos os fundamentos que justificam a medida.
A manutenção da prisão não representa uma condenação. As suspeitas atribuídas ao empresário ainda são objeto de investigação.
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