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Monitoramento mostra que maioria das redes sociais rejeita prisão de Bolsonaro
Monitoramento mostra que maioria das redes sociais rejeita prisão de Bolsonaro
Levantamento revela 55% de críticas à decisão de Moraes
Por: Redação
26/11/2025 às 09:48

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Um monitoramento realizado pela plataforma Brandwatch apontou que a maioria das publicações nas redes sociais é contrária à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o levantamento, divulgado pela Folha de S. Paulo, 55% das menções feitas entre sábado (22) e segunda-feira (24) criticam a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
O estudo registrou mais de 3 milhões de publicações, revelando reação nacional e internacional à prisão — que muitos usuários classificaram como injusta, abusiva e politicamente motivada.
Entre os perfis que reprovaram a decisão, o relatório mostra que:
25% afirmaram que a prisão é perseguição política; (pág. 2)
15% direcionaram críticas diretamente a Alexandre de Moraes;
10% defenderam a inocência de Bolsonaro;
7% mencionaram idade e saúde do ex-presidente;
5% pediram anistia.
Os dados reforçam a percepção, especialmente entre usuários de direita, de que o STF atua para eliminar Bolsonaro do cenário político e sufocar seu capital popular.
Do outro lado, cerca de 40% das menções apoiaram a prisão. Entre estes:
22% celebraram com a expressão “grande dia”, referência irônica a um antigo post de Bolsonaro;
15% repetiram a tese de que o ex-presidente seria “golpista”;
18% comentaram sobre a tornozeleira eletrônica, citando o episódio em que Bolsonaro reconheceu ter tentado abri-la com um ferro de solda — trecho investigado pelo STF.
Moraes determinou em 25 de novembro que Bolsonaro começasse a cumprir a pena de 27 anos e 3 meses em regime fechado, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília — onde já estava preso preventivamente desde o dia 22.
A conversão da prisão domiciliar em preventiva ocorreu após o episódio da tornozeleira, amplamente explorado pelos críticos do STF como desproporcional.
Os números revelam que a mobilização digital segue amplamente favorável a Bolsonaro, mesmo diante do encarceramento.
A maioria das reações espontâneas expressa indignação e desconfiança sobre a atuação de Moraes e da Corte, reforçando que o capital político do ex-presidente permanece vivo — e mobilizado.
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