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Moraes dá prazo para PGR analisar recurso de Bolsonaro contra restrições a visitas e manifestações
Moraes dá prazo para PGR analisar recurso de Bolsonaro contra restrições a visitas e manifestações
Defesa do ex-presidente contesta proibição de encontros com finalidade político-partidária e cita tratamento dado a Lula durante a prisão em 2018
Por: Redação
04/08/2026 às 16:15

Foto: Divulgação
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra as restrições impostas às visitas e às manifestações de conteúdo político durante o período de prisão.
No recurso, os advogados pedem a revisão da decisão que proibiu, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente, além de impedir encontros com finalidade político-partidária.
A medida foi adotada após Flávio Bolsonaro divulgar um documento intitulado “Carta aos brasileiros”. Também passou a valer a proibição de divulgação de manifestos político-eleitorais por qualquer meio de comunicação.
A defesa sustenta que as restrições não encontram respaldo na legislação e argumenta que a suspensão dos direitos políticos não pode ser interpretada como impedimento ao exercício da liberdade de pensamento e de manifestação de ideias.
Segundo os advogados, considerar a perda da capacidade eleitoral como fundamento para restringir conversas sobre política ou a divulgação de posicionamentos acrescentaria à Constituição uma consequência jurídica que não está prevista no texto constitucional.
No pedido encaminhado ao Supremo, a defesa também faz referência ao caso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, durante o período em que esteve preso em 2018, recebeu autorização para divulgar cartas públicas indicando seu sucessor na disputa presidencial e recebeu visitas de lideranças políticas.
Com o recurso, os advogados solicitam que Alexandre de Moraes reconsidere a decisão e revogue as restrições impostas. Antes de decidir sobre o pedido, o ministro aguardará o parecer da Procuradoria-Geral da República.
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