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Pesquisa BTG/Nexus mostra avanço de Flávio Bolsonaro entre eleitores de menor renda
Pesquisa BTG/Nexus mostra avanço de Flávio Bolsonaro entre eleitores de menor renda
Levantamento indica que senador abriu vantagem sobre Lula entre brasileiros com renda de um a dois salários mínimos, cenário acompanhado com atenção pelas campanhas.
Por: Redação
04/08/2026 às 11:14

Foto: Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro
A pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) apontou uma mudança no cenário eleitoral entre os eleitores com renda de um a dois salários mínimos. Nesse segmento, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou de 30% para 44% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recuou de 47% para 37%.
No levantamento anterior, Lula aparecia com vantagem de 17 pontos percentuais nesse grupo. Na nova rodada da pesquisa, Flávio Bolsonaro assumiu a liderança, com sete pontos de vantagem sobre o presidente.
O desempenho foi acompanhado com atenção por integrantes da campanha petista e dirigentes do partido. A avaliação interna é de que o resultado ainda representa um recorte específico e precisa ser confirmado por novas pesquisas antes de indicar uma tendência consolidada.
Apesar da cautela, o levantamento reforçou discussões entre aliados do presidente sobre os efeitos da recuperação de indicadores econômicos no cotidiano da população. A percepção é de que parte dos eleitores de menor renda ainda não sente melhora significativa no custo de vida.
Durante a campanha, Flávio Bolsonaro tem explorado esse tema em agendas e publicações nas redes sociais, utilizando visitas a supermercados para comparar preços de alimentos e criticar a política econômica do governo federal.
O resultado também ganhou relevância por ocorrer em meio a dificuldades enfrentadas pela candidatura do senador, como a formação de alianças nacionais, a definição do candidato a vice-presidente e mudanças na coordenação da campanha.
Aliados de Flávio avaliam que o crescimento registrado na pesquisa poderá fortalecer as negociações com partidos que ainda não anunciaram apoio à chapa, enquanto o PT monitora o comportamento do eleitorado de menor renda, considerado um dos segmentos mais importantes para a estratégia eleitoral do presidente Lula.
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