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Moraes mantém prisão de Filipe Martins por suposto descumprimento de cautelar
Moraes mantém prisão de Filipe Martins por suposto descumprimento de cautelar
Ministro do STF afirma que acesso ao LinkedIn violou decisão judicial que proibia qualquer uso de redes sociais; defesa sustenta falha técnica sem ação voluntária
Por: Redação
26/01/2026 às 21:17

Foto: Rousinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve nesta segunda-feira (26) a prisão de Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais. A decisão se baseia no entendimento de que Martins teria descumprido medidas cautelares ao acessar uma rede social durante o período em que cumpria prisão domiciliar.
No despacho, Moraes rejeitou as justificativas apresentadas pela defesa, que alegou não ter havido uso voluntário de redes sociais. Segundo os advogados Ricardo Scheiffer e Jeffrey Chiquini, o registro de acesso ao LinkedIn teria ocorrido de forma automática, por um evento técnico, sem qualquer ação deliberada do ex-assessor e sem objetivo de comunicação com terceiros.
O ministro, no entanto, afirmou que há registro documental de acesso à plataforma em 28 de dezembro e destacou que a decisão judicial proibia qualquer utilização de redes sociais, incluindo o simples acesso, ainda que sem publicação de conteúdo. Para Moraes, o reconhecimento do acesso pela própria defesa caracteriza descumprimento direto da ordem judicial.
Na avaliação do magistrado, a conduta demonstra “desrespeito” às medidas impostas e reforça a necessidade de manutenção da prisão preventiva. Moraes também considerou que as medidas alternativas anteriormente aplicadas se mostraram insuficientes para garantir o cumprimento das determinações judiciais.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra a revogação da prisão. Para o órgão, o pedido da defesa não apresentou fatos novos capazes de justificar a soltura de Filipe Martins, mantendo-se válidos os fundamentos que levaram à conversão da prisão domiciliar em preventiva.
No ano passado, a 1ª Turma do STF condenou Filipe Martins a 21 anos de prisão, no âmbito das ações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, sob a acusação de participação em uma suposta tentativa de ruptura institucional.
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