Moraes nega envolvimento da esposa em negociação entre Banco Master e BRB
Ministro afirma que reuniões com o presidente do Banco Central trataram apenas de efeitos da Lei Magnitsky e contesta relatos sobre pressão na operação financeira
Por: Redação
24/12/2025 às 18:02

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou que sua esposa, a advogada Viviane Barci, tenha atuado na operação de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A manifestação foi feita por meio de nota enviada à imprensa nesta quarta-feira (24), após reportagens apontarem possíveis conflitos de interesse envolvendo o magistrado.
Segundo Moraes, os contatos mantidos com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, tiveram caráter estritamente institucional e se limitaram à discussão dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky, sanção imposta pelos Estados Unidos. O ministro afirmou que foram realizadas duas reuniões presenciais, nos dias 30 de julho e 22 de setembro, ambas voltadas exclusivamente às consequências da sanção internacional.
Na nota, Moraes declarou que “em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do Banco Master pelo BRB” e acrescentou que jamais esteve no Banco Central para tratar do tema. O ministro também negou a existência de ligações telefônicas com Galípolo relacionadas à operação.
As declarações foram divulgadas após relatos de que Moraes teria feito seis ligações ao presidente do Banco Central em um único dia, enquanto a autarquia analisava a operação de venda do Banco Master ao BRB. O negócio acabou vetado e, posteriormente, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição financeira, em meio a suspeitas de fraudes bilionárias.
O caso ganhou repercussão adicional devido à informação de que Viviane Barci teria firmado contrato com o Banco Master, com honorários estimados em quase R$ 130 milhões ao longo de três anos. Moraes, no entanto, sustenta que a atuação profissional da esposa não teve relação com a operação entre as instituições financeiras nem com decisões tomadas pelo Banco Central.
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