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MPF denuncia nove por corrupção na Educação e pede investigação contra ex-nora de Lula e ex-sócio de Lulinha
MPF denuncia nove por corrupção na Educação e pede investigação contra ex-nora de Lula e ex-sócio de Lulinha
Operação Coffee Break revela esquema milionário envolvendo propina, lavagem de dinheiro e possível tráfico de influência ligado a pessoas próximas ao presidente
Por: Redação
08/12/2025 às 16:30

Foto: Divulgação/PF
O Ministério Público Federal denunciou nove pessoas por organização criminosa e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Coffee Break, que apura um esquema de corrupção envolvendo verbas da Educação em cidades do interior de São Paulo. A denúncia, apresentada na sexta-feira (6), será analisada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
O caso ganhou peso político após o MPF solicitar a abertura de um novo inquérito para investigar a participação de Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula, e de Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Ambos foram citados em documentos da PF, que já havia apontado possíveis vínculos entre os investigados e atores com acesso privilegiado ao governo federal.
Carla Ariane, ex-esposa de Marcos Cláudio Lula da Silva, filho de Lula, teria realizado seis viagens a Brasília pagas por André Mariano, empresário apontado como líder do esquema. Segundo o MPF, essas viagens tinham como objetivo captar financiamentos federais para prefeituras envolvidas nas fraudes.
Já Kalil Bittar teria recebido R$ 210 mil em pagamentos mensais feitos por Mariano, quantia que o MPF classifica como “mesada”. Segundo a investigação, parte dos repasses teria sido intermediada pela ex-esposa de Kalil, Erika Lemos dos Santos, que recebeu depósitos de R$ 15 mil ao longo de 2023. A defesa de Kalil nega irregularidades e afirma que o valor se refere a serviços prestados.
O MPF acusa o grupo de montar um sistema de superfaturamento de livros didáticos em pelo menos três municípios paulistas, utilizando uma rede de doleiros e operadores financeiros para distribuir propina:
André Mariano – Empresário, dono da Life, acusado de liderar a organização criminosa.
Abdalla Ahmad Fares, Eduardo Maculan e Claudia Terumi Okumura Rodrigues – Núcleo de doleiros.
Gilberto Barreiro – Apontado como operador financeiro.
Paulo Rogério da Silva – Doleiro responsável pela entrega de dinheiro vivo.
João Raphael de Oliveira Kinack – Intermediador entre Mariano e os doleiros.
Marcilio dos Santos Yamasita – Operador financeiro, dono de uma loja de vinhos usada para lavagem de dinheiro.
Paulo de Matos Júnior – Responsável por converter valores ilícitos em criptomoedas.
O MPF também solicitou 24 novos inquéritos para investigar outros possíveis envolvidos, entre eles o lobista Magno Romero e o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).
A defesa de André Mariano afirmou que ele não integra nem lidera qualquer organização criminosa e que prestará esclarecimentos apenas nos autos.
Já o advogado de Kalil Bittar sustentou que os valores recebidos são fruto de serviços prestados, não de propina ou tráfico de influência.
A investigação adiciona mais um capítulo às denúncias envolvendo pessoas próximas à família Lula, reacendendo críticas sobre relações nebulosas entre empresários, operadores financeiros e figuras politicamente conectadas ao governo. O caso ocorre em um ambiente de crescente pressão por transparência e controle das verbas federais, especialmente no setor da Educação — historicamente alvo de escândalos durante gestões petistas.
Se a abertura dos novos inquéritos for autorizada, o caso pode ampliar o desgaste político do Planalto, que já enfrenta questionamentos sobre a reincidência de personagens ligados ao entorno familiar do presidente em investigações de corrupção.
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