Início
/
Notícias
/
Brasil
/
MPF e Receita Federal investigam dona da Betnacional por suspeitas de lavagem e sonegação
MPF e Receita Federal investigam dona da Betnacional por suspeitas de lavagem e sonegação
Operação Jogo de Sombras cumpriu mandados em três cidades e apura movimentação superior a R$ 5 bilhões em 2025
Por: Redação
28/08/2026 às 15:56

Foto: Antonio Augusto/MPF
O Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal deflagraram nesta sexta-feira (28) a Operação Jogo de Sombras, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e outras irregularidades envolvendo a NSX Brasil, responsável pela plataforma de apostas Betnacional.
A operação cumpriu seis ordens judiciais de busca e apreensão em João Pessoa (PB), Recife (PE) e São Paulo (SP). De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 5 bilhões somente em 2025 por meio da plataforma de apostas esportivas.
A NSX Brasil possui autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda para atuar no mercado de apostas de cota fixa. As apurações, porém, apontam para possíveis irregularidades financeiras e tributárias ocorridas tanto antes quanto depois da regulamentação do setor.
Investigação mira operações no exterior
Segundo os investigadores, a empresa teria criado uma estrutura em Curaçao para simular operações internacionais. Empresas brasileiras do grupo seriam, na prática, responsáveis pelas atividades realizadas no país.
A suspeita é de que a estrutura tenha sido utilizada para dificultar a identificação da origem e do destino dos recursos. A investigação também aponta para o uso de instituições de pagamento e operações financeiras consideradas complexas para movimentar valores entre o Brasil e o exterior.
Parte dos recursos teria retornado ao país sob a forma de pagamentos por serviços. Os investigadores também identificaram o possível uso de “contas bolsão” em fintechs, mecanismo que poderia dificultar a identificação dos beneficiários finais.
Suspeitas continuam após regulamentação das bets
A Receita Federal também identificou indícios de que estruturas utilizadas antes da regulamentação do mercado teriam sido adaptadas para manter práticas de sonegação após a entrada em vigor das novas regras.
Entre as suspeitas está a declaração de despesas fictícias ao Fisco, com o objetivo de reduzir tributos que seriam devidos a partir de 2025.
A investigação continua para esclarecer a origem e o destino dos recursos e identificar eventuais responsáveis pelas operações sob suspeita.
Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil



