Neta de Lula afirma que Janja “não é típica”
Maria Beatriz, conhecida como Bia Lula, atribui ataques a machismo e disputas internas
Por: Redação
20/08/2025 às 07:23

Foto: Reprodução / Instagram
Maria Beatriz da Silva Sato Rosa, neta mais velha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, sofre perseguição motivada por “machismo estrutural” e “fogo amigo” dentro do próprio campo político. Em entrevista concedida nesta terça-feira (19), Bia Lula — como é conhecida — disse que a esposa do presidente “não é uma primeira-dama típica”, mas que “bem ou mal” ajuda a proteger a imagem do petista.
“As pessoas distorcem muito o que ela fala. Acho até, às vezes, de forma intencional. Fazem comparações com Michelle (Bolsonaro), que são totalmente desnecessárias. A Janja gosta de trabalhar, sempre atuou na área, e muita gente não entende isso”, afirmou.
Bia avaliou que as críticas a Janja também refletem disputas internas do PT e dificuldades de acesso ao presidente. “Ela ajuda a blindar a imagem do meu avô, impedindo que algumas pessoas se aproximem demais. Faz isso para colaborar, não para prejudicá-lo”, disse.
Comunicação pessoal
A neta de Lula afirmou ainda que Janja contribui diretamente para a comunicação do presidente, gravando vídeos em momentos pessoais que, segundo ela, “aproximam Lula do povo”. “Esses registros trazem um olhar mais humano para ele, algo que se perdeu depois das notícias ruins e da prisão”, argumentou.
Defesa política própria
Na entrevista, Bia também comentou a série de vídeos que tem publicado em defesa do avô e contra adversários políticos, como Donald Trump e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ela garantiu que a iniciativa partiu dela, sem articulação com o Planalto, e que Lula aprovou a ideia.
Questionada sobre eventual pretensão eleitoral, disse que ainda é cedo para tratar do assunto, mas admitiu que o engajamento nas redes pode abrir portas no futuro. “É tempo de construção, estudo e diálogo”, afirmou.
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