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Nikolas reage a padre que usou missa para atacá-lo e questiona seletividade moral
Nikolas reage a padre que usou missa para atacá-lo e questiona seletividade moral
Deputado afirma que sacerdote condicionou eucaristia a posição política e cobra indignação com aborto e escândalos no INSS
Por: Redação
09/02/2026 às 08:54

Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu às declarações do padre Flávio Ferreira Alves, feitas durante uma missa na Paróquia Santa Efigênia, em Córrego Novo (MG), nas quais o sacerdote criticou o parlamentar por seu voto na Câmara dos Deputados e afirmou que fiéis alinhados ao deputado não deveriam receber a eucaristia.
Durante a celebração, o padre disse: “Vou falar uma coisa grave: se você concorda com Nikolas, que não quer dar botijão de gás para o pobre, por favor, saia da igreja agora” e acrescentou: “Você não merece receber a eucaristia.”
Em manifestação nas redes sociais, Nikolas afirmou que o episódio ultrapassa os limites da crítica política e representa o uso do altar para militância ideológica. Segundo o deputado, o sacerdote condicionou o acesso ao maior sacramento da fé católica à concordância ou não com seu mandato.
“Ele condicionou a Eucaristia — que, dentro da Igreja Católica, é o maior sacramento, o momento de maior comunhão com Cristo”, declarou. “Ele condicionou isso ao fato de me apoiar ou não: se você não me apoia, então pode ter comunhão com Cristo; se você me apoia, você não pode.”
O episódio está relacionado ao voto de Nikolas contra a Medida Provisória que reformulou o programa de subsídio ao gás de cozinha, alterando o modelo de repasse direto em dinheiro para retirada do botijão em pontos credenciados pelo governo.
Ao comentar a reação do sacerdote, o parlamentar questionou a hierarquia de indignações adotada por líderes religiosos diante de temas nacionais. “O fato de eu ter votado contra isso indigna mais esse padre e essas autoridades religiosas do que a esquerda, que milita em prol de matar uma criança dentro do ventre, que é o aborto?”, afirmou.
Nikolas também citou outros episódios que, segundo ele, deveriam gerar maior reprovação moral: “Os escândalos do INSS, com idosos sendo roubados, não escandalizam? Pessoas recebendo ditadores e sanguinários no Brasil não indignam? Os casos do Banco Master, envolvendo um monte de gente, não causam revolta?”
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