Oposição mantém ocupação no Congresso e exige reunião com Alcolumbre
Senadores pedem anistia a presos de 8 de janeiro, fim do foro privilegiado e impeachment de Moraes para encerrar protesto
Por: Redação
06/08/2025 às 16:34

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) será o único representante da oposição no Senado a comparecer à reunião convocada de última hora, nesta quarta-feira (6), pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O encontro busca negociar o fim da ocupação no plenário, que está sendo mantida por parlamentares contrários à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Desde terça-feira (5), senadores e deputados da oposição barraram a retomada das sessões legislativas, após o recesso de meio de ano, em protesto contra o que classificam como perseguição política ao ex-presidente. A ocupação do plenário e a obstrução física devem se estender pelos próximos dias.
“Ele [Alcolumbre] fez compromissos com a gente quando veio pedir votos para se eleger presidente do Senado”, declarou Portinho, ao justificar a exigência de uma reunião reservada entre a oposição e o presidente do Congresso.
Na Câmara, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que os deputados oposicionistas também não comparecerão à reunião convocada às pressas com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
A oposição apresentou um pacote de três demandas consideradas inegociáveis para liberar o funcionamento do Congresso: a anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, a aprovação da PEC do fim do foro privilegiado e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Estamos em obstrução física e temos escala para manter a mobilização durante o final de semana”, reforçou Portinho.
Durante a madrugada, parlamentares se revezaram no protesto, com atos simbólicos que incluíram os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) acorrentados à mesa do Senado. A mobilização é uma demonstração clara de que a oposição pretende manter pressão até que suas pautas avancem.
Enquanto isso, Alcolumbre tenta conter a crise sem confrontos diretos. Para manter a imagem institucional do Senado, ele tem articulado com presidentes de comissões e outros senadores para assegurar presença nas atividades legislativas.
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