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Oswaldo Eustáquio diz ter auxiliado réu do 8 de Janeiro a obter asilo na Espanha

Oswaldo Eustáquio diz ter auxiliado réu do 8 de Janeiro a obter asilo na Espanha

Apolo Carvalho da Silva rompeu a tornozeleira eletrônica, deixou o Brasil e agora está sob proteção internacional na Espanha; Moraes determinou nova prisão preventiva e bloqueio de bens

Por: Redação

31/07/2026 às 09:11

Imagem de Oswaldo Eustáquio diz ter auxiliado réu do 8 de Janeiro a obter asilo na Espanha

Foto: Reprodução

O jornalista Oswaldo Eustáquio afirmou ter auxiliado Apolo Carvalho da Silva, réu pelos atos de 8 de Janeiro, a se estabelecer na Espanha e dar entrada no pedido de asilo político. Segundo Eustáquio, o brasileiro permaneceu por cerca de seis meses em sua residência antes de iniciar o processo junto às autoridades espanholas.

Em entrevista, o jornalista declarou que orientou Apolo sobre os procedimentos para solicitar proteção internacional e afirmou que a Justiça espanhola reconheceu o pedido.

"Mostrei a ele os caminhos para pedir asilo político. Hoje, ele está sob proteção internacional do Reino da Espanha, que, por meio da Audiência Nacional, decidiu por unanimidade que aquilo que o Brasil considera crime aqui é liberdade de expressão", afirmou Eustáquio.

Apolo Carvalho da Silva responde na Justiça por acusações de incitação ao crime e associação criminosa. De acordo com as investigações, ele rompeu a tornozeleira eletrônica em junho de 2024 e deixou o Brasil, passando por Argentina, Peru e Colômbia antes de atravessar a região do Darién e seguir para o México.

Segundo a investigação, já em território mexicano, Apolo registrou um boletim de ocorrência informando a suposta perda do passaporte. Com esse documento, obteve a emissão de um novo passaporte em um consulado brasileiro e, posteriormente, viajou para a Espanha, onde permanece desde dezembro de 2025. O documento acabou sendo cancelado meses depois.

Após tomar conhecimento da fuga, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o restabelecimento da prisão preventiva de Apolo Carvalho da Silva. Como o mandado anterior havia perdido a validade, o ministro expediu uma nova ordem de prisão.

Além da prisão preventiva, Moraes determinou o bloqueio de contas bancárias, aplicações financeiras, criptomoedas, imóveis, veículos, planos de previdência privada e outros bens vinculados ao investigado. Na decisão, o ministro afirmou que a medida busca garantir a efetividade da persecução penal diante da fuga do acusado.

Reportagem também aponta que fontes diplomáticas, servidores consulares e representantes da Polícia Federal no México não identificaram restrições no sistema antes da emissão do novo passaporte, circunstância que permitiu a viagem de Apolo para a Europa.

 
 

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