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Pedido de CPMI para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger reúne 86 assinaturas no Congresso

Pedido de CPMI para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger reúne 86 assinaturas no Congresso

Por: Redação

20/10/2026 às 10:05

Imagem de Pedido de CPMI para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger reúne 86 assinaturas no Congresso

Foto: Reprodução

O pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e a empresária e lobista Roberta Luchsinger reuniu 86 assinaturas até a noite de segunda-feira (19). A iniciativa é liderada pela deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), com apoio da senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

De acordo com informações publicadas pela CNN Brasil, o requerimento precisa de 198 assinaturas para ser protocolado: 171 de deputados federais e 27 de senadores. A mobilização reúne parlamentares de diferentes partidos, incluindo integrantes da oposição e nomes ligados à base governista no Congresso.

Instalação depende da presidência do Congresso

Mesmo que o número mínimo de assinaturas seja alcançado, a abertura da CPMI não é automática. Por se tratar de uma comissão mista, formada por deputados e senadores, o requerimento precisa ser lido pelo presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP).

Sem essa etapa, a comissão não poderá iniciar os trabalhos. A tramitação também ocorre em um cenário no qual outros pedidos de investigação parlamentar enfrentam dificuldades para avançar no Legislativo.

A proposta busca apurar suspeitas relacionadas à atuação de Lulinha e Roberta Luchsinger, incluindo possíveis práticas de tráfico de influência, corrupção e favorecimento de interesses privados junto à administração pública federal. As suspeitas são objeto de apurações, e a apresentação do requerimento não representa comprovação de irregularidades.

Pedido ganha força após entrevista de Roberta

A coleta de assinaturas ganhou impulso após uma entrevista concedida por Roberta Luchsinger à CNN Brasil no sábado (17). Na ocasião, a empresária afirmou que pretende buscar um acordo de delação premiada e fez declarações sobre a relação de Lulinha com integrantes do governo federal.

Luchsinger também acusou o presidente Lula de proteger o filho. As declarações ampliaram a repercussão política do caso e provocaram reações de parlamentares da oposição e de integrantes do governo.

A intenção de negociar uma delação premiada, contudo, não significa que um acordo tenha sido formalizado ou aceito pelas autoridades. Uma eventual colaboração depende de negociação com os órgãos competentes e do cumprimento dos requisitos legais.

Polícia Federal investiga os envolvidos

Roberta Luchsinger e Lulinha são investigados pela Polícia Federal desde julho, segundo a CNN Brasil, em apurações sobre suspeitas de favorecimento de empresas em órgãos do governo federal.

Questionado sobre o caso envolvendo a empresária, Lula afirmou que a questão cabe à Polícia Federal e defendeu que seu filho seja investigado. As apurações buscam esclarecer as circunstâncias das relações mencionadas e a eventual existência de irregularidades.

A possível instalação da CPMI poderá ampliar a discussão do caso no Congresso, caso o requerimento alcance o número necessário de apoios e cumpra as etapas regimentais. Até lá, a iniciativa permanece na fase de coleta de assinaturas.

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