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Gastos com funcionalismo federal sobem pelo terceiro ano seguido e chegam a R$ 407,9 bilhões
Gastos com funcionalismo federal sobem pelo terceiro ano seguido e chegam a R$ 407,9 bilhões
Despesa atinge maior nível desde 2021, avança acima da inflação e ocorre sem contrapartida de reforma administrativa
Por: Redação
04/02/2026 às 08:02

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
As despesas da União com servidores públicos alcançaram R$ 407,9 bilhões em 2025, um crescimento real de 4,3% em relação a 2024, segundo dados do Tesouro Nacional. O valor representa o maior gasto desde 2021, quando o desembolso chegou a R$ 418,1 bilhões em valores corrigidos pela inflação.
O montante inclui salários, encargos, além de pagamentos decorrentes de sentenças judiciais e precatórios relacionados a pessoal. Trata-se do terceiro ano consecutivo de alta, após um período de retração observado entre 2020 e 2022, durante a pandemia, quando o governo federal adotou congelamento de reajustes salariais.
Desconsiderando precatórios, as despesas recorrentes com funcionalismo somaram R$ 398,1 bilhões em 2025, alta de 3% frente aos R$ 386,4 bilhões registrados no ano anterior. Ainda assim, o avanço consolida uma tendência de crescimento permanente da folha federal.
Os dados históricos mostram que os gastos haviam recuado nos anos anteriores:
2020: R$ 441,8 bilhões
2021: R$ 418,1 bilhões
2022: R$ 392,7 bilhões
No mesmo período, as despesas sem precatórios também apresentaram queda, atingindo R$ 379,7 bilhões em 2022, antes de voltarem a crescer a partir de 2023.
Um dos principais vetores de aumento foi o pagamento de sentenças judiciais e precatórios ligados a pessoal. Esses valores saltaram de R$ 4,5 bilhões em 2024 para R$ 9,8 bilhões em 2025, uma alta expressiva de 115,7%, ampliando a rigidez do orçamento e reduzindo espaço para investimentos.
Além do custo financeiro, o número de servidores federais também voltou a crescer. O total passou de 574.930 funcionários em 2024 para 579.070 em 2025, um acréscimo de 4.140 servidores, equivalente a 0,72% em um único ano. É igualmente o terceiro ano consecutivo de expansão do quadro.
Apesar do aumento contínuo das despesas, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém posição contrária a propostas de reforma administrativa. A PEC 38/2025, apresentada pelo deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), foi rejeitada pelo Executivo.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, afirmou que a proposta “não representa a posição do governo” e criticou o que chamou de “excesso de constitucionalização”. Dweck também se posiciona contra a PEC 32/2020, que previa mudanças estruturais para conter o crescimento do gasto com pessoal, classificando a iniciativa como uma tentativa de “punir” servidores.
Em vez de enxugamento, o governo aposta na reposição e ampliação do quadro via concursos públicos. Em 2024, o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) ofereceu 6.640 vagas, com salários de até R$ 22,9 mil. Já em 2025, foram abertas 3.652 vagas adicionais.
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