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PF diz que irmã de “Sicário” ameaçou divulgar informações contra família Vorcaro

PF diz que irmã de “Sicário” ameaçou divulgar informações contra família Vorcaro

Investigação aponta que familiar de ex-operador do grupo pressionou aliados do Banco Master após dificuldades financeiras

Por: Redação

16/06/2026 às 14:33

Imagem de PF diz que irmã de “Sicário” ameaçou divulgar informações contra família Vorcaro

Foto: Divulgação

Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), indicam que Joana Mourão, irmã de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, afirmou possuir informações e documentos que poderiam comprometer integrantes da família do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Segundo a investigação, a situação ocorreu após a prisão e a morte de Luiz Phillipi na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte. De acordo com os investigadores, familiares passaram a enfrentar dificuldades financeiras e iniciaram contatos com pessoas ligadas aos Vorcaro em busca de apoio.

A PF relata que Joana Mourão passou a cobrar providências de integrantes do círculo próximo ao banqueiro, alegando que seu irmão teria sido abandonado por pessoas com quem mantinha relação de confiança.

Mensagens obtidas pelos investigadores mostram que a tensão aumentou ao longo das conversas. Em um dos diálogos analisados, Joana afirma enfrentar graves problemas financeiros e menciona a possibilidade de envolver Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro. Em outra mensagem, declara possuir “material para acabar com a família inteira”.

No centro das negociações aparece Manoel Mendes Rodrigues, conhecido como “Manolo”. Segundo a Polícia Federal, ele seria um dos principais aliados de Henrique Vorcaro no Rio de Janeiro e teria atuado para evitar que as informações mencionadas por Joana fossem divulgadas.

De acordo com a investigação, interlocutores ligados à família Vorcaro passaram a discutir alternativas para solucionar a situação financeira dos familiares de Luiz Phillipi. As conversas incluem tratativas sobre contratos, transferência de ativos e possíveis formas de assistência.

A PF também identificou mensagens em que Joana demonstra interesse em formalizar acordos que estariam sendo preparados. Os investigadores verificaram ainda que ela aparece como administradora de uma empresa com capital social de R$ 1 milhão e apuram se a estrutura foi utilizada para operacionalizar repasses financeiros.

Outro trecho destacado pela corporação ocorreu após a prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro. Segundo o relatório, Joana afirmou que pretendia levar informações sobre a família para programas de televisão de alcance nacional e indicou que Henrique Vorcaro seria alvo de futuras denúncias.

As informações fazem parte da Operação Compliance Zero, que investiga a existência de uma suposta estrutura paralela voltada à obtenção clandestina de informações, intimidação de adversários e proteção de interesses econômicos ligados ao grupo investigado.

Na fase mais recente da operação, Henrique Vorcaro foi preso sob suspeita de coordenar atividades atribuídas aos grupos conhecidos pelos investigadores como “A Turma” e “Os Meninos”. As apurações seguem em andamento e os fatos ainda serão analisados pela Justiça.

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