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PF e PGR analisam nova delação de Daniel Vorcaro

PF e PGR analisam nova delação de Daniel Vorcaro

Órgãos avaliam se proposta reformulada do ex-dono do Banco Master contém informações inéditas e provas suficientes para avançar em acordo

Por: Redação

04/06/2026 às 12:50

Imagem de PF e PGR analisam nova delação de Daniel Vorcaro

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) estão analisando a nova proposta de delação premiada apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A expectativa é que os órgãos decidam nos próximos dias se as negociações terão continuidade, se serão exigidos novos ajustes ou se o acordo será novamente rejeitado.

Os primeiros anexos da nova proposta foram entregues na segunda-feira (1º) durante reunião entre a defesa do banqueiro e representantes da PF e da PGR. No dia seguinte, os advogados acrescentaram novas informações ao material. Uma terceira reunião prevista para quarta-feira (3) acabou adiada após pedido dos investigadores, que solicitaram mais tempo para avaliar o conteúdo apresentado.

Segundo fontes ligadas às negociações, a nova versão da delação é considerada mais detalhada e consistente do que a proposta anterior, rejeitada em maio. O documento original permanece sob sigilo, mas informações divulgadas pela imprensa apontam que Vorcaro teria se limitado a justificar pagamentos e relações com agentes políticos, sem admitir a prática de crimes ou apresentar elementos inéditos, requisito considerado fundamental em acordos de colaboração premiada.

A avaliação dos investigadores também indicou que informações relevantes teriam sido omitidas na primeira tentativa de acordo. Entre os temas citados estariam supostos pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), que nega qualquer irregularidade, além de contatos com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro.

Nos bastidores, integrantes da investigação consideraram que a proposta inicial não oferecia contrapartidas suficientes para justificar os benefícios previstos em uma colaboração premiada. A percepção era de que muitas das informações poderiam ser obtidas por outros meios investigativos, incluindo análises de aparelhos celulares e comunicações de pessoas ligadas ao empresário.

A próxima etapa consiste em uma análise aprofundada do novo material. Caso PF e PGR concluam que a proposta apresenta fatos relevantes, inéditos e acompanhados de provas, Vorcaro poderá ser chamado para prestar depoimentos formais e complementar a documentação. Em eventual avanço das negociações, o acordo seguirá para apreciação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por avaliar a legalidade do procedimento e decidir sobre sua homologação.

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