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PF investiga mensagens sobre uso de Padilha para facilitar negócios no governo

PF investiga mensagens sobre uso de Padilha para facilitar negócios no governo

Conversas atribuídas ao Careca do INSS apontam tentativa de buscar apoio do ministro da Saúde para projetos de cannabis medicinal e venda de kits de dengue

Por: Redação

05/08/2026 às 10:47

Imagem de PF investiga mensagens sobre uso de Padilha para facilitar negócios no governo

Foto: João Risi/MS

Mensagens obtidas pela Polícia Federal indicam que o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, sugeriu acionar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para facilitar o avanço de projetos de interesse do grupo investigado junto ao governo federal. As conversas fazem parte das investigações sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo o material analisado pela PF, as mensagens foram encontradas no celular da empresária e lobista Roberta Luchsinger. Em um dos diálogos, Antunes descreve Padilha como "o cara de mil relacionamentos" e propõe buscar apoio do ministro para impulsionar um projeto de cannabis medicinal e a comercialização de kits de dengue junto ao Ministério da Saúde.

As conversas também fazem referência a articulações envolvendo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a investigação, Antunes afirmou que um sócio teria "aberto portas" na agência e promovido encontros com dirigentes para acelerar demandas de interesse do grupo. A Polícia Federal ainda aponta que Roberta Luchsinger realizou mais de 40 visitas a prédios do governo federal sem registro nas agendas oficiais das autoridades.

Os diálogos passaram a integrar os elementos utilizados pela Polícia Federal para fundamentar novos inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. As investigações também apuram o uso de terceiros em negociações ligadas aos setores de cannabis medicinal, educação financeira e tecnologia.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que Alexandre Padilha não recebeu Roberta Luchsinger na pasta após março de 2025 e afirmou que não existem contratos com as empresas mencionadas nas investigações. A defesa de Lulinha negou qualquer envolvimento com os fatos e classificou as apurações como uma "pesca probatória". Já os advogados de Antônio Carlos Camilo Antunes e de Roberta Luchsinger declararam que ainda não tiveram acesso ao conteúdo dos aparelhos celulares analisados pela Polícia Federal.

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