PF investiga suspeita de propina de Vorcaro para barrar CPI do Banco Master
Investigadores apuram suposto pagamento milionário a senador da oposição para evitar instalação de comissão no Congresso
Por: Redação
07/05/2026 às 09:39

Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Investigadores do caso envolvendo o Banco Master apuram suspeitas de que o empresário Daniel Vorcaro teria pago propina a um senador da oposição para impedir a instalação de uma CPI sobre o banco no Congresso Nacional.
Segundo informações obtidas pela coluna, investigadores receberam relatos de que o banqueiro teria desembolsado entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões para que o parlamentar atuasse contra a criação da comissão.
O suposto pagamento teria ocorrido ainda no primeiro semestre de 2026, período em que o Banco Master passou a ganhar destaque nacional após a compra parcial da instituição pelo Banco de Brasília.
Na época, Vorcaro ainda não havia sido preso. O empresário foi detido pela primeira vez em novembro de 2025, mesmo mês em que o Banco Central do Brasil decretou a liquidação do Banco Master.
Apesar das investigações em andamento e dos pedidos protocolados no Congresso, as cúpulas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal seguem resistindo à instalação de uma CPI para investigar o caso.
Procurada, a defesa de Vorcaro afirmou, sob reserva, desconhecer os fatos investigados e indicou que o episódio não teria sido mencionado na proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro.
A proposta de colaboração de Vorcaro foi entregue nesta semana à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República.
Agora, investigadores e procuradores analisam os documentos e anexos apresentados para verificar se há provas suficientes que sustentem as declarações do empresário.
Caso considerem necessário, PF e PGR poderão solicitar novas informações antes de eventual homologação do acordo pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
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