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PF mantém apuração sobre Lulinha em inquérito das fraudes no INSS mesmo após troca de delegado

PF mantém apuração sobre Lulinha em inquérito das fraudes no INSS mesmo após troca de delegado

Investigação segue analisando relação entre filho de Lula e empresário apontado como líder do esquema; depoimento de empresária foi mantido

Por: Redação

18/05/2026 às 09:42

Imagem de PF mantém apuração sobre Lulinha em inquérito das fraudes no INSS mesmo após troca de delegado

Foto: Reprodução

A Polícia Federal manteve as linhas de investigação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, mesmo após a substituição do delegado responsável pelo caso.

Entre as diligências preservadas está o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, marcado para o próximo dia 20. Ela é investigada sob suspeita de atuar como intermediária financeira entre Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela PF como líder do esquema investigado.

No início de maio, a investigação foi transferida da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, setor ligado ao combate à corrupção, crimes financeiros e lavagem de dinheiro. A mudança provocou questionamentos de integrantes da oposição e de aliados do ministro do STF André Mendonça, relator do caso.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que a alteração busca garantir “maior eficiência e continuidade às investigações” e informou que a equipe de agentes e delegados foi mantida integralmente.

Segundo o inquérito, investigadores têm concentrado perguntas sobre a relação entre Lulinha e Antônio Camilo Antunes. Um dos pontos analisados envolve uma viagem do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Portugal, custeada pelo empresário. A defesa de Lulinha afirmou ao STF que a viagem tinha como objetivo prospectar um negócio no setor de cannabis medicinal que não chegou a ser concretizado.

A PF também investiga possíveis negócios entre Lulinha e o Careca do INSS na área de cannabis medicinal, além de suspeitas de repasses financeiros indiretos. De acordo com a investigação, Roberta Luchsinger teria recebido R$ 1,5 milhão por serviços de lobby relacionados ao setor. Um ex-funcionário do empresário afirmou à PF que parte desses valores poderia ter sido destinada como “mesada” a Lulinha.

Outro ponto sob análise envolve pagamentos que teriam beneficiado uma agência de viagens utilizada por Lulinha. A defesa sustenta que os pagamentos ocorreram antes de qualquer contrato entre Roberta e Antônio Camilo.

Os advogados de Lulinha negam qualquer ligação dele com o esquema investigado no INSS. Segundo a defesa, a quebra de sigilo bancário não identificou pagamentos diretos feitos por Antônio Camilo ou Roberta Luchsinger ao filho do presidente.

Mais de 30 investigados já foram intimados a prestar depoimento. Parte deles optou por permanecer em silêncio. A expectativa da Polícia Federal é concluir uma primeira etapa do inquérito após o encerramento da atual rodada de oitivas.

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