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PGR recebe pedido de prisão de Alexandre de Moraes por tortura contra Jair Bolsonaro
PGR recebe pedido de prisão de Alexandre de Moraes por tortura contra Jair Bolsonaro
Representação foi protocolada após queda do ex-presidente na cela da PF; advogados alegam omissão deliberada no atendimento médico
Por: Redação
08/01/2026 às 16:13
● Atualizado em 08/01/2026 às 16:41

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República recebeu um pedido formal de prisão contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, por suposta prática de tortura e outros crimes relacionados à condução do cumprimento de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação consta em documento protocolado nesta quinta-feira (8), após o ex-chefe do Executivo sofrer uma queda dentro da cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
O pedido foi assinado pelos advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira e encaminhado à PGR para análise. Até o momento, não houve manifestação oficial do órgão sobre eventual abertura de procedimento investigativo.
Segundo a representação, Bolsonaro permaneceu por mais de 24 horas sem atendimento hospitalar adequado, mesmo diante de sintomas neurológicos e de recomendação médica para realização de exames complementares. Os advogados sustentam que a decisão de Moraes de impedir a saída imediata do ex-presidente da unidade prisional teria provocado “sofrimento físico e psicológico relevante”.
No documento, a defesa afirma que a conduta configura omissão estatal com retardamento deliberado de assistência médica, o que, segundo a tese apresentada, caracterizaria crime permanente. Também são citadas possíveis infrações à Lei de Execuções Penais, a normas de proteção à pessoa idosa e a tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário.
Além da apuração por suposta tortura, o pedido menciona indícios de abuso de autoridade e prevaricação. Os advogados solicitam à PGR a instauração de providências investigativas, a análise da tipicidade penal das condutas narradas e, de forma mais extrema, a decretação de prisão em flagrante do ministro, classificada no texto como medida cabível diante da gravidade dos fatos alegados.
A representação foi protocolada após o episódio em que Bolsonaro caiu dentro da cela da PF, bateu a cabeça e precisou posteriormente ser levado ao hospital para exames, onde foi diagnosticado com traumatismo craniano leve. O caso gerou repercussão política e jurídica, com críticas de aliados do ex-presidente à demora na autorização para atendimento hospitalar.
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