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PGR rejeita prisão domiciliar de Vorcaro e defende transferência para unidade adequada

PGR rejeita prisão domiciliar de Vorcaro e defende transferência para unidade adequada

Procurador-geral Paulo Gonet afirma que não há fatos novos que justifiquem mudança de regime; decisão caberá ao ministro André Mendonça

Por: Redação

15/06/2026 às 21:41

Imagem de PGR rejeita prisão domiciliar de Vorcaro e defende transferência para unidade adequada

Foto: Reprodução/ redes sociais

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Em parecer encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que não houve fatos novos capazes de justificar a revisão da decisão já tomada anteriormente pela Corte.

A manifestação ocorreu após solicitação do ministro André Mendonça, relator do caso no STF. Além de analisar o pedido da defesa, Gonet também se pronunciou sobre a solicitação da Polícia Federal para que Vorcaro deixe a Superintendência da corporação, em Brasília, onde está preso atualmente.

Segundo o entendimento da PGR, o pedido de prisão domiciliar já foi apreciado e rejeitado por instâncias colegiadas do Supremo. Dessa forma, a ausência de novos elementos impediria a reconsideração da medida neste momento.

Em relação à transferência do banqueiro, a Procuradoria defendeu que cabe ao STF definir uma unidade prisional compatível com as condições necessárias para a custódia do investigado, levando em consideração os riscos envolvidos no caso.

A manifestação foi apresentada no mesmo momento em que a PGR rejeitou a segunda proposta de acordo de colaboração premiada oferecida por Vorcaro. O órgão concluiu que o material entregue não apresentou informações inéditas capazes de contribuir significativamente para as investigações.

A Polícia Federal também já havia se posicionado contra a homologação da nova delação. Investigadores consideraram que as informações apresentadas eram limitadas e não acrescentavam elementos relevantes às apurações em andamento. Entre as críticas feitas ao conteúdo da colaboração está o fato de parte dos relatos se basear em informações indiretas, sem detalhamento suficiente ou comprovação de valores e fatos.

Investigado por suspeitas de fraudes no Sistema Financeiro Nacional, Daniel Vorcaro aguarda agora uma decisão do ministro André Mendonça, que deverá definir tanto o futuro das negociações relacionadas à delação quanto o local onde o banqueiro permanecerá custodiado.

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