Início

/

Notícias

/

Brasil

/

Redução da pena de Bolsonaro avança, mas futuro ainda dependerá do STF

Redução da pena de Bolsonaro avança, mas futuro ainda dependerá do STF

Novo cálculo previsto no PL da Dosimetria desmonta penas exageradas impostas por Moraes, mas revisão final ficará nas mãos do Supremo

Por: Redação

11/12/2025 às 10:07

Imagem de Redução da pena de Bolsonaro avança, mas futuro ainda dependerá do STF

Foto: Alan Santos/PR

A aprovação do PL da Dosimetria pela Câmara abriu caminho para uma revisão aprofundada das penas impostas a Jair Bolsonaro e aos demais condenados pelo 8 de Janeiro — penas consideradas desproporcionais por juristas e criticadas pela oposição, que denuncia abusos do STF. Embora o novo modelo reduza substancialmente o tempo de prisão em regime fechado, a etapa decisiva continuará nas mãos do próprio Supremo, que terá de recalcular individualmente cada pena.

O texto aprovado elimina a soma automática de penas aplicada por Moraes e determina que, quando crimes forem cometidos no mesmo contexto, prevalece apenas a pena mais grave, com acréscimo definido pelo juiz. Para penalistas, trata-se de uma correção necessária diante do que classificam como exageros punitivos adotados pelo Supremo após os episódios de 8 de janeiro.

Bolsonaro, originalmente condenado a 27 anos e 3 meses, teria eliminada automaticamente a pena relativa ao crime de “abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, absorvida pelo crime mais grave — o que derruba 6 anos e 6 meses da pena original.

Com as novas regras e o critério de progressão após 1/6 da pena, a estimativa apresentada pela equipe do relator Paulinho da Força indica que Bolsonaro permaneceria cerca de 2 anos e 4 meses em regime fechado antes de migrar para regime mais brando — uma redução drástica diante do cálculo atual, que o manteria por ao menos oito anos antes da progressão.

O cálculo definitivo, no entanto, dependerá de revisão judicial individual, já que o STF poderá aplicar diferentes frações no aumento da pena remanescente, além de avaliar abatimentos de prisão domiciliar e monitoramento eletrônico — períodos que, sob a nova lei, passam a ser reconhecidos como cumprimento efetivo.

Apesar da aprovação expressiva na Câmara, a ofensiva jurídica está longe de terminar. Especialistas ouvidos pela reportagem destacam que não haverá aplicação automática da redução: cada condenado terá de solicitar revisão de pena, e caberá ao STF recalcular caso a caso.

Juristas alertam que o Supremo pode, inclusive, ser provocado para avaliar a constitucionalidade da mudança — especialmente os ministros que vinham defendendo penas mais duras como “exemplo” político.

Paulinho da Força, porém, afirmou ter recebido sinais de que o texto não deve ser derrubado pelo Supremo. Segundo ele, se houvesse resistência, já teria sido alertado por ministros com quem mantém diálogo institucional.

A alteração da dosimetria corrige distorções que atingiram desde figuras de alta projeção — como Braga Netto, Anderson Torres, Augusto Heleno e Almir Garnier — até réus de menor gravidade, incluindo a caso de Débora Rodrigues, que ficou conhecida pelo “perdeu, mané”.

Com a progressão antecipada e a nova lógica de cálculo, muitos desses condenados poderão deixar o regime fechado nos próximos meses, caso o texto seja aprovado pelo Senado e sancionado.

Veja mais em >>> Rede Comunica Brasil

Entre em contato conosco pelo whatsappp

logo

Site dedicado a informar com agilidade e responsabilidade, trazendo os principais acontecimentos locais, regionais e nacionais.

Siga

Rede Comunica Brasil © Copyright 2025

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.