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Relatório da PF aponta que Mendonça via risco em proximidade de Andrei Rodrigues com Lula

Relatório da PF aponta que Mendonça via risco em proximidade de Andrei Rodrigues com Lula

Documento cita desconfiança do ministro do STF em relação ao diretor-geral da Polícia Federal e ao procurador-geral Paulo Gonet

Por: Redação

04/09/2026 às 11:05

Imagem de Relatório da PF aponta que Mendonça via risco em proximidade de Andrei Rodrigues com Lula

Foto: Luiz Roberto/TSE

Um relatório de inteligência da Polícia Federal (PF) aponta que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), demonstrava preocupação com a relação entre o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o documento, Mendonça avaliava a possibilidade de afastar Rodrigues do comando da PF.

A informação consta de um relatório anexado a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes e divulgado nesta quinta-feira (3). O documento registra a avaliação de Mendonça sobre uma suposta “proximidade inadequada” entre Rodrigues e Lula.

A PF, por sua vez, se posicionou contra a possibilidade de afastamento do diretor-geral. No relatório, a corporação afirmou que uma “determinação judicial de afastamento, sem lastro” representaria uma intervenção excepcional na direção de um órgão da administração federal.

 

Mendonça também teria desconfiado de Gonet

O relatório aponta ainda que Mendonça mantinha ressalvas em relação ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A desconfiança estaria relacionada à proximidade de Gonet com o ministro Gilmar Mendes, também integrante do STF.

As informações ganharam relevância no contexto da disputa envolvendo a condução das investigações das operações Sem Desconto e Compliance Zero, relacionadas, respectivamente, a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao caso Banco Master.

 

Moraes pediu investigação contra Mendonça

Com base nas informações reunidas no relatório, Alexandre de Moraes pediu a investigação de Mendonça no chamado Inquérito das Fake News.

Moraes afirmou haver “fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade pelo Ministro André Mendonça”. Também acusou o colega de atuar de maneira “tendenciosa” nas investigações relacionadas às duas operações.

Na avaliação apresentada por Moraes, Mendonça teria retirado o sigilo de investigações que o envolviam com o objetivo de deslocar a atenção de apurações relacionadas a ele próprio e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

 

Fachin estabelece prazo para manifestações

Diante do conflito entre os ministros e das acusações apresentadas, o presidente do STF, Edson Fachin, determinou que Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues apresentem suas manifestações no prazo de cinco dias.

O episódio amplia a disputa institucional em torno das investigações que envolvem integrantes do Supremo, a Polícia Federal e autoridades do governo federal.

O Inquérito das Fake News permanece aberto e sob sigilo. Em abril deste ano, Gilmar Mendes defendeu a continuidade da investigação e afirmou que “o inquérito continua necessário e vai acabar quando terminar”.

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