Reunião tensa no STF culmina na saída de Toffoli da relatoria do caso Master
Após quase três horas de debate, ministros decidiram pela redistribuição do processo
Por: Redação
12/02/2026 às 21:52

Foto: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL
A reunião que resultou na saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) foi marcada por tensão e divergências internas. Durante quase três horas, os dez ministros em exercício discutiram qual seria a solução institucional mais adequada diante do relatório apresentado pela Polícia Federal, que apontou menções ao nome do magistrado em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro.
O presidente da Corte, Edson Fachin, convocou publicamente a reunião durante sessão realizada nesta quinta-feira (12). O encontro teve início por volta das 16h40, na sala da Presidência. Na ocasião, Fachin apresentou o documento da PF e tratou da Arguição de Suspeição nº 244, aberta para examinar a situação.
Segundo relatos, Toffoli inicialmente resistiu à ideia de deixar a relatoria. O ministro sustentou sua imparcialidade, afirmando não manter relação de amizade com Vorcaro e defendendo a legalidade de sua atuação no processo.
Outros ministros, porém, enfatizaram o desgaste institucional e o impacto da permanência do relator diante da repercussão pública do caso. Após discussões consideradas intensas, prevaleceu o entendimento de que a saída deveria ocorrer por iniciativa do próprio ministro, com a consequente extinção da Arguição de Suspeição.
Ao final, ficou definido que o processo será redistribuído a outro integrante da Corte.
A decisão foi formalizada por meio de nota assinada pelos dez ministros do Supremo. No documento, a Corte afirma que não havia cabimento para a arguição de suspeição, com base no artigo 107 do Código de Processo Penal e no artigo 280 do Regimento Interno do STF.
Os ministros declararam:
- a “plena validade” dos atos praticados por Toffoli na relatoria da Reclamação nº 88.121 e nos processos vinculados;
- apoio pessoal ao magistrado, ressaltando a “inexistência de suspeição ou impedimento”;
- que o ministro atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e pela PGR.
A nota também registra que, a pedido de Toffoli e “considerados os altos interesses institucionais”, a Presidência acolheu a comunicação para envio dos autos à redistribuição.
Assinam o documento:
- Edson Fachin, presidente
- Alexandre de Moraes, vice-presidente
- Gilmar Mendes
- Cármen Lúcia
- Dias Toffoli
- Luiz Fux
- André Mendonça
- Nunes Marques
- Cristiano Zanin
- Flávio Dino
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