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Senado aprova prazo de 60 dias para regularização ambiental de imóveis rurais
Senado aprova prazo de 60 dias para regularização ambiental de imóveis rurais
Projeto cria limite para análise dos pedidos pelos órgãos ambientais e prevê mecanismos para reduzir impactos de embargos durante a regularização
Por: Redação
03/09/2026 às 15:31
Foto: Carlos Moura/Agência Senado
O Senado Federal aprovou, na quarta-feira (2), o Projeto de Lei nº 6.531/2025, que estabelece prazo de até 60 dias para que órgãos ambientais analisem pedidos de regularização de imóveis rurais. A proposta, de autoria do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), agora será encaminhada à Câmara dos Deputados.
A medida altera a Lei de Crimes Ambientais e cria procedimentos específicos para propriedades embargadas por descumprimento das regras de proteção da vegetação previstas no Código Florestal.
O principal ponto do texto é a definição de um prazo de 60 dias para a manifestação do órgão ambiental responsável sobre o pedido apresentado pelo proprietário para adequar o imóvel à legislação. A iniciativa busca dar maior previsibilidade ao processo de regularização, especialmente para produtores que já adotaram medidas para corrigir as irregularidades.
Projeto prevê acordo entre produtor e órgão ambiental
O texto permite que o proprietário ou responsável pelo imóvel firme um termo de compromisso com o órgão ambiental. O acordo poderá estabelecer medidas para interromper a irregularidade, reparar eventuais danos e adequar a propriedade às exigências ambientais.
A proposta também estabelece condições para suspender determinados efeitos econômicos do embargo enquanto o processo de regularização estiver em andamento. Entre as medidas está a possibilidade de afastar restrições relacionadas ao acesso ao crédito rural.
A justificativa apresentada pelo senador Sérgio Petecão é de que produtores não devem permanecer durante anos submetidos a restrições depois de adotarem providências para corrigir problemas ambientais. O texto busca, assim, acelerar a análise dos processos sem retirar as obrigações de reparação e adequação previstas na legislação.
Texto passou pela Comissão de Agricultura
Antes da votação no plenário, o projeto foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). O relator, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), apresentou parecer favorável acompanhado de cinco emendas.
As alterações delimitam a aplicação das novas regras e procuram compatibilizar o procedimento com os instrumentos já previstos no Código Florestal. A proposta mantém as obrigações ambientais e a necessidade de reparação de eventuais danos causados.
A votação no plenário ocorreu de forma simbólica. Caso a Câmara dos Deputados aprove o texto sem mudanças, a matéria seguirá para sanção presidencial. Se os deputados modificarem a proposta, ela terá de retornar ao Senado para nova análise.
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