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Senado gasta R$ 2,5 milhões com passagens em classe executiva para viagens internacionais
Senado gasta R$ 2,5 milhões com passagens em classe executiva para viagens internacionais
Levantamento aponta concentração de despesas em missões oficiais e levanta questionamentos sobre critérios de escolha
Por: Redação
06/04/2026 às 07:42

Foto: Pedro França/Agência Senado
O Senado Federal desembolsou cerca de R$ 2,5 milhões em passagens aéreas de classe executiva para viagens internacionais realizadas por senadores ao longo de 2025, segundo levantamento com base em dados da própria Casa.
Os gastos envolvem missões oficiais ao exterior, incluindo compromissos institucionais, participação em eventos e visitas técnicas.
Parlamentares concentram maiores despesas
Entre os senadores que mais utilizaram passagens em classe executiva estão Irajá (PSD-TO), Ciro Nogueira (PP-PI) e Dra. Eudócia (sem partido-AL). Juntos, os três somam aproximadamente R$ 197 mil em bilhetes dessa categoria.
Em um dos casos, o Senado pagou cerca de R$ 68 mil para que Irajá viajasse a Moscou, na Rússia, para reuniões com o parlamento local e visitas a instituições científicas.
Ciro Nogueira, por sua vez, utilizou R$ 67,4 mil em passagens para participar de evento em Nova York, nos Estados Unidos.
Já Dra. Eudócia gastou R$ 61,5 mil em viagem à China, com agenda voltada a centros de pesquisa médica e hospitais em cidades como Pequim, Xangai e Xiamen.
Outros senadores também registram gastos elevados
Além dos três principais nomes, outros parlamentares tiveram despesas superiores a R$ 50 mil em passagens executivas:
- Mara Gabrilli (PSD-SP): R$ 52,6 mil em viagem aos Estados Unidos
- Jorge Seif (PL-SC): R$ 51,9 mil em missão ao Japão e China
- Fabiano Contarato (PT-ES): R$ 51,4 mil em evento no Japão
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS): R$ 51,2 mil em viagem à Austrália
Regras permitem escolha, mas exigem economicidade
De acordo com as normas do Senado, os custos com transporte aéreo em missões oficiais são pagos pela própria Casa. A escolha das passagens e a cotação de preços ficam sob responsabilidade dos parlamentares.
Embora não haja proibição expressa quanto ao uso de classe executiva, as regras determinam que os bilhetes devem ser “os mais vantajosos” para o Senado, considerando limites orçamentários e critérios de conveniência.
Também é permitido que o senador adquira a passagem por conta própria e solicite posteriormente o reembolso.
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