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Senado sai em defesa de relator de CPI em ação movida pela família de Alexandre de Moraes
Senado sai em defesa de relator de CPI em ação movida pela família de Alexandre de Moraes
Advocacia da Casa sustenta que declarações do senador Alessandro Vieira durante investigação parlamentar estão protegidas pela imunidade parlamentar
Por: Redação
02/06/2026 às 08:21

Foto: Lula Marques/ Agência Brasil
O Senado Federal apresentou à Justiça defesa em favor do senador Alessandro Vieira em ação movida pela esposa e pelos filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A Advocacia do Senado argumenta que declarações feitas pelo parlamentar no contexto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado são protegidas pela imunidade parlamentar prevista na Constituição.
Segundo a manifestação apresentada à Justiça, Vieira se pronunciou no exercício do mandato e na condição de relator da comissão, o que, segundo os advogados da Casa, assegura proteção às opiniões, palavras e votos emitidos durante os trabalhos parlamentares, incluindo entrevistas relacionadas ao tema investigado.
Em parecer de 27 páginas, a defesa sustenta que o senador mencionou familiares de Moraes ao tratar de um contrato firmado entre o escritório da família do ministro e o Banco Master, defendendo que os fatos deveriam ser apurados. O documento argumenta que não houve atribuição direta de vínculo entre os familiares do ministro e organizações criminosas, nem acusação formal de recebimento de recursos ilícitos.
Na contestação, os advogados afirmam: “O Senador somente fez referência aos familiares ao mencionar o contrato firmado pela autora com o Banco Master, para defender seu ponto de vista de que os fatos precisariam ser apurados”. A defesa também sustenta que o parlamentar não imputou aos familiares de Moraes qualquer relação direta com o Primeiro Comando da Capital (PCC), preservando as aspas constantes do processo.
A ação judicial foi proposta pela advogada Viviane Barci de Moraes e pelos filhos do ministro, Giulliana Barci de Moraes e Alexandre Barci de Moraes, integrantes do mesmo escritório de advocacia. Eles pedem indenização de R$ 20 mil para cada autor, totalizando R$ 60 mil, com base em entrevista concedida por Alessandro Vieira ao SBT News em março deste ano.
Na ocasião, Vieira afirmou que o Banco Master, investigado pela CPI, operaria como uma “lavanderia” de recursos e declarou haver apurações sobre circulação de dinheiro envolvendo o banco e familiares de ministros do STF. Os autores da ação sustentam que a referência do senador ao “grupo criminoso” teria relação com o PCC. Já Vieira afirma que a menção dizia respeito ao próprio Banco Master e às operações sob investigação da comissão.
A CPI do Crime Organizado encerrou os trabalhos em abril. O relatório final apresentado por Alessandro Vieira, que sugeria o indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli por supostos crimes de responsabilidade ligados ao caso Banco Master, acabou rejeitado pelo colegiado.
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