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Senador aciona PGR e cobra investigação de ex-presidente do INSS por suspeita de favorecimento em licitação milionária
Senador aciona PGR e cobra investigação de ex-presidente do INSS por suspeita de favorecimento em licitação milionária
Rogério Marinho aponta reunião paralela entre Wolney Queiroz e empresário vencedor do certame; encontro ocorreu no mesmo horário da disputa que garantiu contrato de R$ 117 milhões à Provider
Por: Redação
05/12/2025 às 09:56

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O senador Rogério Marinho (PL-RN) pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Comissão de Ética da Presidência da República investiguem o ex-presidente do INSS Wolney Queiroz por suspeita de favorecimento à empresa Provider em uma licitação de alto valor.
Segundo Marinho, Wolney teria se reunido com o empresário João Luiz Dias Perez, dono da Provider, durante o exato período em que ocorria a disputa da licitação — que foi vencida pela própria empresa. O documento aponta que ambos os eventos ocorreram em 22 de junho de 2023, numa coincidência descrita como “grave” pelo senador:
10h14 às 17h32: reunião entre Wolney e Perez;
10h às 17h20: licitação em que a Provider saiu vencedora.
O senador afirma que houve possível violação aos princípios da isonomia, moralidade e impessoalidade, já que a reunião pode ter garantido à Provider acesso privilegiado a informações não públicas. Ele cita indícios de vantagem indevida e pede que seja avaliada a quebra de sigilo das comunicações entre Wolney e o empresário.
A acusação menciona ainda o possível crime de violação de sigilo em licitação.
De acordo com o Portal da Transparência, a Provider já recebeu R$ 647 milhões em contratos com o governo, incluindo um acordo de R$ 117,7 milhões que garante a operação da central 135 do INSS até 2027.
O maior contrato da empresa, porém, ocorreu em 2012, no governo Dilma Rousseff, no valor de R$ 194 milhões.
Tanto o Ministério da Previdência quanto João Luiz Perez afirmaram que a reunião foi “estritamente administrativa”, relacionada a serviços já prestados pela Provider.
O espaço permanece aberto para novas manifestações.
A denúncia de Marinho ocorre em meio à pressão sobre o governo federal por suspeitas envolvendo fraudes contra aposentados e a atuação do INSS — tema já investigado pela CPMI.
O fato de o ex-presidente do Instituto estar envolvido em uma licitação que beneficia uma empresa historicamente ligada a contratos volumosos, inclusive durante gestões petistas, reforça o desgaste político do governo e alimenta críticas da oposição.
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