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STF autoriza abertura de inquérito da PF para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

STF autoriza abertura de inquérito da PF para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Decisão de André Mendonça permite apuração sobre suposta atuação do filho do presidente em articulações envolvendo cannabis medicinal no SUS

Por: Redação

31/07/2026 às 07:14

Imagem de STF autoriza abertura de inquérito da PF para investigar Lulinha por suspeita de tráfico de influência

Foto: Divulgação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um inquérito da Polícia Federal (PF) para investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeitas dos crimes de tráfico de influência e corrupção. A decisão foi tomada após pedido da PF e manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

A investigação busca apurar a suposta atuação de Lulinha em articulações relacionadas à comercialização de medicamentos à base de cannabis medicinal, com possíveis conexões com servidores do Ministério da Saúde e integrantes do gabinete presidencial.

Segundo o material, Lulinha já era investigado em outro procedimento referente às fraudes em descontos de aposentados do INSS. Neste caso, porém, a Polícia Federal abriu uma nova linha de investigação e solicitou a redistribuição do processo. Após concordância da PGR, o caso retornou à relatoria de André Mendonça, que autorizou a instauração do inquérito.

De acordo com a investigação, há suspeitas de que o filho do presidente tenha atuado em benefício próprio ao lado da empresária Roberta Luchsinger e do lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS". Conforme depoimento de uma testemunha ouvido pela PF, Luchsinger foi responsável por apresentar Antunes a Lulinha.

Em seu depoimento, Roberta Luchsinger afirmou que Lulinha demonstrava interesse pelo tema da cannabis medicinal porque familiares utilizavam medicamentos à base da substância. A empresária também informou ter recebido R$ 1,5 milhão em pagamentos por serviços de consultoria prestados ao lobista, divididos em cinco parcelas de R$ 300 mil. O objetivo do trabalho seria tentar viabilizar um contrato com o Ministério da Saúde para fornecer medicamentos à base de cannabis ao Sistema Único de Saúde (SUS), iniciativa que, segundo o relato, não chegou a ser concretizada.

 
 

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