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STF condena empresário a 14 anos de prisão por repasse de R$ 500 doado ao 8 de Janeiro
STF condena empresário a 14 anos de prisão por repasse de R$ 500 doado ao 8 de Janeiro
Alcides Hahn fez Pix do valor para empresa de ônibus que levou manifestantes de Blumenau a Brasília
Por: Redação
06/04/2026 às 09:31

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o empresário catarinense Alcides Hahn a 14 anos de prisão em regime fechado por envolvimento indireto nos atos de 8 de janeiro de 2023, após a transferência de R$ 500 para o pagamento de um ônibus fretado que levou manifestantes de Blumenau (SC) a Brasília.
A decisão foi tomada em 2 de março de 2026, com base em denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Condenação inclui cinco crimes
Hahn foi condenado por cinco crimes: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa.
A pena total inclui 12 anos e 6 meses de reclusão, além de 1 ano e 6 meses de detenção, em regime fechado.
Transferência de baixo valor foi considerada no processo
Segundo a acusação, Hahn e outros dois homens contribuíram financeiramente para o fretamento de um ônibus que transportou manifestantes até Brasília.
Os outros envolvidos teriam feito repasses de R$ 1.000 e R$ 10.000. Nenhum deles participou presencialmente dos atos.
A PGR apontou um dos investigados como responsável pela organização das mobilizações, incluindo recrutamento de participantes e logística da viagem.
Defesa contesta vínculo com atos
Durante o processo, Hahn afirmou que realizou a transferência a pedido de um conhecido, sem saber a finalidade do valor.
A defesa sustentou que não houve comprovação de que o empresário tivesse conhecimento de que o dinheiro seria usado para financiar deslocamento relacionado aos atos ou a práticas ilegais.
Multas e indenização coletiva
Além da pena de prisão, o STF determinou:
- pagamento de 100 dias-multa
- indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 30 milhões
- inclusão do nome dos réus no rol dos culpados
- pagamento de custas processuais
Recurso ainda sem julgamento
O recurso da defesa chegou a ser pautado para julgamento em março, mas foi retirado da agenda do Supremo e ainda não tem nova data definida.
A decisão reforça a linha adotada pelo STF de responsabilizar não apenas participantes diretos, mas também financiadores e apoiadores logísticos dos atos de 8 de janeiro.
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